METODOLOGIAS ATIVAS: O PORTFÓLIO COMO FERRAMENTA DE MEDIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E DE ARENDIZAGEM

Magali Teresinha Quevedo Grave, Lydia Christmann Espindola Koetz

Resumo


INTRODUÇÃO: Metodologias tradicionais, fragmentadas e reducionistas, mediante forte influência do mecanicismo tem marcado a formação dos profissionais, em especial os da área da saúde. No intuito de transpor estas práticas, a educação superior vem sendo provocada a romper paradigmas que a coloquem na direção de uma formação consonante com as Diretrizes Curriculares Nacionais, a partir do uso de novas metodologias. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: As abordagens pedagógicas progressivas conhecidas como metodologias ativas, implicam formar profissionais como sujeitos sociais com competências éticas, políticas e técnicas, dotados de raciocínio, crítica, responsabilidade e sensibilidade para as questões da vida e da sociedade. Neste sentido, o presente relato busca descrever a experiência, a partir do uso do portfólio, na disciplina de Fisioterapia Neurológica II, do Curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Univates/ Lajeado/RS. O portfólio é um recurso que visa estimular o pensamento reflexivo, permitindo ao estudante comprovar, registrar e organizar os processos de sua própria aprendizagem, mediante pactuação entre professor e estudante. Na disciplina Fisioterapia Neurológica II, cujo objetivo é que os estudantes desenvolvam habilidades que lhes permitam acolher, avaliar, prescrever e aplicar condutas fisioterapêuticas condizentes com as necessidades de pessoas adultas com sequelas neuromotoras decorrentes de doenças do sistema nervoso, o portfólio foi construído individualmente, respeitando-se um nível de complexidade crescente. No primeiro dia de aula a proposta metodológica e os procedimentos de avaliação, de acordo com as dimensões cognitiva, atitudinal e procedimental foram discutidos com a turma e, a partir daí foi firmado o contrato pedagógico. A cada semana, o material produzido era recolhido pela professora, lido e devolvido na semana seguinte, com questionamentos que deveriam ser apresentados e discutidos com o grupo, sempre no início da aula. Dentre o material que compunha o portfólio, destaca-se a anamnese com a história de vida do sujeito atendido, suas necessidades e perspectivas de melhora, o impacto da doença na sua vida e de seus familiares, diagnóstico, avaliação fisioterapêutica, artigos que sustentassem o diagnóstico, objetivo funcional a ser alcançado pelo usuário, descrição das atividades realizadas, evolução diária, matérias divulgadas na mídia, fotos e demais materiais que os estudantes achassem interessante para o seu aprendizado, do grupo e das pessoas atendidas. A cada seis encontros, os estudantes, individualmente, ao final da aula eram chamados pela professora para avaliação a dois, onde ouviam a professora e também podiam expressar suas percepções. No final do semestre, os estudantes construíram dispositivos adaptados para facilitar a realização de atividades de vida diária dos usuários, o que gerou muita curiosidade, interesse e pesquisa. No último encontro os dispositivos foram entregues aos usuários, que ficaram agradecidos. IMPACTOS: Foi possível perceber a motivação e autonomia dos estudantes na busca de soluções para os problemas, maior interação entre estudantes, professor e usuários e o quanto a aproximação teórico-prática promoveu significados para o aprendiz, tornando a aprendizagem significativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O portfólio mostrou-se um recurso importante na construção do conhecimento e autonomia dos estudantes na busca de alternativas para solução de problemas reais do fazer de futuros fisioterapeutas.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.