O CURSO DE FISIOTERAPIA DA USP ESTÁ PREPARADO PARA RECEBER UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL?

Beatriz Araujo Duarte, Bruno Costa Silva, Natali Vaz Pituba, Rafael Corrêa Fantato, Leonardo Goes Shibata, Carolina Fu, Sílvia Maria Amado João

Resumo


INTRODUÇÃO: O projeto Acessibilidade para alunos de Fisioterapia com deficiência visual está sendo desenvolvido por alunos do curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) no âmbito da disciplina "Saúde e Cidadania I", com o intuito de propor debates e soluções no ambiente universitário que venham a proporcionar uma maior inclusão dos alunos com deficiência visual. . DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A intervenção se dará no curso de Fisioterapia da FMUSP, focando os aspectos físicos, educacionais e profissionais. A motivação para o desenvolvimento deste trabalho surgiu do convívio com uma aluna com deficiência visual e das dificuldades enfrentadas pela mesma no decorrer de sua graduação. O trabalho foi construído com o apoio das docentes da disciplina, sendo dividido em três fases principais: coleta de dados, intervenção e continuidade. Na fase de coleta de dados, buscou-se entender a dinâmica e a preparação da universidade quando um aluno com deficiência ingressa no curso de graduação, as principais dificuldades encontradas pelos docentes da fisioterapia e suas opiniões quanto ao ingresso destes alunos; as dificuldades encontradas pelos alunos com deficiência visual do curso e as barreiras físicas presentes na universidade. Na fase de intervenção, ainda em execução, destacaram-se: as reclamações de falta de apoio e a dificuldade de atualização e adaptação das aulas. IMPACTOS: É necessário que se trabalhe em cima das potencialidades dos indivíduos e não sobre suas incapacidades ou impedimentos. Foi proposto um curso de capacitação de dois dias para os docentes do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, oferecido por pedagogas da Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo e com a participação de profissionais fisioterapeutas com deficiência visual. Pretende-se, também, a exposição do projeto em congressos e outros espaços disponíveis, para dar mais visibilidade ás dificuldades enfrentadas pelos estudantes e profissionais com deficiência visual. Planeja-se a continuidade desse projeto, tendo em vista a construção de um espaço de diálogo entre a gestão da universidade, os docentes e alunos; e um estímulo ao protagonismo dos alunos em ações e mudanças dentro da universidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Consideramos que a universidade tem um papel importante na construção, multiplicação de conhecimentos e no desenvolvimento de propostas que melhorem as condições de vida da população. Sendo assim, a discussão acerca do profissional e do estudante com deficiência visual e a transformação e reestruturação do ambiente universitário, pode ser um catalisador para que esta ação extravase o ambiente acadêmico em direção a outras esferas, contribuindo assim para uma sociedade cada vez mais inclusiva.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.