O USO DA METODOLOGIA PROBLEMATIZAÇÃO COMO FERRAMENTA MEDIATIZADORA DO TRIPÉ ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NO ENSINO EM SAÚDE

Soanne Chyara da Silva Soares, Rita Cristina Cotta Alcântara, Wiviane Maria Torres de Matos Freitas, Marineuza Jardim Azevedo

Resumo


INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas a formação de profissionais na área da saúde tem passado por intensas mudanças que exigem dos docentes a incorporação de metodologias ativas que contemplem os diferentes aspectos que envolvem um processo ensino-aprendizagem capaz de transformar a realidade social. Nesse sentido uma das ferramentas pedagógicas que mais se adequa a essa proposta de ensino é a problematização, através do arco de Marguerez, pois partindo da observação da realidade, gera a reflexão e a indagação com objetivo de intervir nessa realidade de forma crítica, reflexiva e humanista. Este trabalho tem como objetivo vivenciar, identificar, analisar e propor soluções aos problemas observados na realidade dos serviços ofertados pelo SUS no âmbito da atenção básica no contexto amazônico; Fomentar iniciativas de pesquisa e extensão no âmbito da saúde coletiva; Favorecer atitudes pautadas em princípios éticos, bioéticos, de humanização e cidadania. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: Ocorre desde 2013, em uma disciplina que faz parte de um eixo transversal do projeto pedagógico do curso de fisioterapia, ocorrendo em módulos de5 semanas na UBS de Belém-PA (50 horas) para um grupo de 8 a 12 alunos. Na 1» semana, os alunos vivenciam os ações e serviços da UBS; na 2», escolhem um problema e discutem as razões destes existirem por meio de conhecimento prévio, adquirido na vivência e empíricas; na 3», discutem teorias científicas e vivenciadas acerca do problema; na 4», pesquisam, geram e elencam uma hipótese de solução para o problema; na 5», aplicam a solução do problema dentro da complexidade local. IMPACTOS: A problematização no SUS permite a formação generalista, crítica e reflexiva. Com as inquietações problematizadas, gera-se pesquisa e extensão que são coerentes com a demanda existente na região amazônica. Além de trabalhar precocemente atitudes e competências que devem ser desenvolvidas nos profissionais de saúde. A maior parte dos problemas vivenciados tem como solução viável empoderar comunidade sobre prevenção em saúde ou ainda fomentar a participação e o controle social da comunidade local. Algumas problematizações não são resolutivas em uma semana, pois envolvem cultura, política, meio ambiente, dentre outros. É importante que o aluno compreenda os limites e ações dentro de prazo e contexto inserido. A problematização inicia com o intuito de ensino, mas fomenta a pesquisa e extensão, que gera possibilidades de intervenção. Quanto a pesquisa, é algo imprescindível já que a realidade Amazônica é peculiar e nem tudo o que é publicado ou planejado pelo SUS se adequa a demanda local. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A problematização possibilita formação com ampla visão crítica e reflexiva sobre os problemas vivenciados, a exemplo do não acesso á rede do SUS, negligência á saúde da criança e do homem, precariedade da territorialização em saúde, endemia da hanseníase no contexto local, dentre outros. Embora não se explore todos os temas com os alunos, o método capacita o aluno á razão e ação lógicas, éticas e humanizadas que modifica a realidade Amazônica.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.