RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE: OLHAR DA FISIOTERAPIA

Natasha Seleidy Ramos de Medeiros, José Felix de Brito Júnior, Geísa Dias Wanderley

Resumo


INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Estratégia de Saúde da Família (ESF), é o contato preferencial dos usuários com o Sistema Único de Saúde (SUS), caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde voltados à prevenção de agravos, promoção da saúde e reabilitação. Apresenta novas e amplas abordagens no processo saúde/doença, sendo fundamental a inserção de profissionais capacitados para atuar de forma interdisciplinar e resolutiva. Dentro desse contexto, o município de João Pessoa conta com a Residência Multiprofissional em Saúde da Família e da Comunidade – RMSFC, sendo uma alternativa para formação de profissionais com olhar ampliado na pluralidade do território, do indivíduo, da família e das Equipes de Saúde da Família (ESFs). Na RMSFC os profissionais são em número de vinte e cinco, pertencentes a cinco categorias: enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição e psicologia. Dessa forma procuramos relatar a experiência da fisioterapia na RMSFC. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: O fisioterapeuta residente está inserido nas USFs como agente multiplicador de saúde, desenvolvendo suas atividades em interação com uma equipe multiprofissional de forma interdisciplinar. Essas atividades são voltadas ao atendimento domiciliar, atendimento de urgência e encaminhamentos médicos nas diversas áreas do conhecimento, interconsultas (pré-natal, puericultura, puerpério), Programa de Saúde na Escola (PSE), grupos psicoterápicos ou operativos, educação permanente. O atendimento domiciliar é imprescindível ao fisioterapeuta, pois é o momento em que conhece a realidade do usuário, suas limitações no ambiente, relação com a família, estreita vínculo, tornando a intervenção mais eficaz. A interconsulta é considerada uma tecnologia leve, facilitadora e potencializadora para a integralidade do trabalho junto as ESFs. O PSE, constitui estratégia para a integração e a articulação entre as ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar e tendo uma de suas diretrizes a interdisciplinaridade que gera troca de conhecimento dos profissionais de saúde e estudantes promovendo um espaço de reflexão sobre a responsabilidade do autocuidado. Os grupos psicoterápicos ou operativos permitem trocas de saberes entre todos e para cada um, sendo eles voltados à saúde mental, gestantes, idosos, profissionais das ESFs e pessoas com deficiências. Já a educação permanente volta o olhar do fisioterapeuta residente para as ESFs e capacitação desses profissionais. Outro ponto importante é a Educação Popular em Saúde em salas de espera, rodas de conversa, dinâmicas ativas, onde o trabalho interdisciplinar se faz facilitador do acolhimento e qualificador da relação profissional/usuário de maneira solidária e humanizada. IMPACTOS: O aspecto mais importante para formação profissional ancorada na RMSFC é despertar no fisioterapeuta os conhecimentos, competências e habilidades para a atuação de forma interdisciplinar, potencializando o trabalho das ESFs e responsabilizando os usuários no seu processo saúde-doença (protegendo e promovendo saúde, prevenindo doença, reduzindo danos e agravos). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O fisioterapeuta precisou agregar novos valores à sua prática o atendimento não é exclusivamente individualizado, incorporando-se a este o atendimento em grupo, as ações são voltadas para a prevenção e promoção da saúde e a prática profissional é baseada em decisões coletivas, numa perspectiva interdisciplinar, o trabalho em equipe é de grande valor na formação.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.