TERRITORIALIZAÇÃO EM SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA

Analuiza Batista Durand, Fernanda César Alves, Dailton Alencar Lucas de Lacerda

Resumo


INTRODUÇÃO: Territorialização compreende um processo onde um espaço geográfico é analisado em todas as suas dimensões. Para se conhecer bem um território, é necessário explorá-lo, identificar os diversos aspectos: geofísicos, sociais, políticos, culturais e econômicos. A territorialização em saúde considera a historicidade dos conceitos de território e territorialidade, suas significações e as formas de apropriação no campo da saúde. Sua importância pode ser destacada na gestão e reorganização da atenção, da rede de serviços e das práticas sanitárias (GONDIM, MONKEN, 2013). O reconhecimento do território é um passo primordial para a caracterização da população e de suas necessidades de saúde, bem como para avaliação do impacto dos serviços ofertados. Nessa perspectiva, o conhecimento sobre as condições de vida dos indivíduos, sua história, suas redes sociais, suas concepções de saúde-doença, permite entender o território enquanto espaço dinâmico, com uma realidade que é peculiar ao processo de subjetivação dos sujeitos nele inseridos (SANTOS, 1999). Este trabalho tem por objetivo relatar uma experiência de territorialização vivenciada pelos estudantes da disciplina História e Fundamentos da Fisioterapia, do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal da Paraíba (HFF/CFt/UFPB). DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A disciplina HFF/CFt/UFPB há anos utiliza metodologias ativas no seu processo de ensino-aprendizagem, dentre elas, a territorialização. No início, os estudantes são divididos em pequenos grupos, portando um mapa, percorrem todo o campus, em busca de conhecer o espaço, sua história, os setores e suas funções, as pessoas e seus papéis na instituição (estudantes, professores, técnicos administrativos e a comunidade em geral que frequenta este território). Grupos exploram os espaços de forma livre, acessando, entrevistando sujeitos, registrando toda experiência em diário de campo próprio á sistematização desta. Ao final, cada grupo apresenta o produto da vivência da forma mais ativa e dinâmica possível: roda de conversa, esquete teatral, áudio visual, et. IMPACTOS: Os principais impactos observados e percebidos são relatados na apresentação dos grupos. Inicialmente relatam a importância e a oportunidade de conhecerem o território onde iram conviver, e usar (clínicas e serviços de saúde da UFPB) alguns dos seus espaços pelos vários anos da sua formação: "conhecemos algumas clínicas da saúde e o hospital universitário...(sic)", demonstraram surpresa com locais e lugares que nem imaginavam que a universidade possuía: "o [ ] é um lugar escondidinho na reitoria com um grande acervo de artesanato..." (sic), elogiaram o acolhimento em alguns locais e reclamaram do atendimento em outros: "fomos inquiridos porque estávamos fazendo pesquisa, sem um termo de consentimento livre e esclarecido... quando estávamos, apenas fazendo uma visita de territorialização...(sic)". CONSIDERAÇÕES FINAIS: A metodologia ativa utilizada na disciplina HFF/CFt/UFPB, proporcionou o compartilhamento participativo e criativo de uma experiência sistemática de territorialização, além de uma compreensão crítica e refletida sobre esta importante ferramenta. Ao final da territorialização, todos os alunos tiveram a chance de conhecer um pouco sobre cada canto do Campus I/UFPB e dessa forma, saber como são os espaços geofísicos, o funcionamento, a história e cultura. A territorialização também ajudou a conhecer melhor o modo de vida dos estudantes funcionários e professores da universidade.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.