AVALIAÇÃO FUNCIONAL E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

Vladimir Lopes de Souza, Natana Vieira Alves de Moraes, Juliana de Oliveira Souza, Laize Aparecida de Paulo Poubel Sobreira, Jocelio de Souza Maciel, Glauco Fonseca de Oliveira, Ariela Torres Cruz

Resumo


Introdução: Durante o processo natural de envelhecimento, ocorre declínio dos sistemas somatossensorial, visual e vestibular, que controlam o equilíbrio corporal, aumentando o risco de quedas. A força muscular, principalmente em membros inferiores, também é prejudicada com o avanço da idade, mostrando diminuição no recrutamento e na ativação das unidades motoras (HERNANDEZ et al, 2010). Objetivo: Avaliar a funcionalidade e o risco de quedas em idosos com DA acompanhados em um Centro de Referência do Idoso em um município do estado do Rio de Janeiro. Metodologia: Trinta idosos foram distribuídos em dois grupos: quinze no Grupo com Alzheimer e quinze no Grupo Controle, sem a doença. Todos foram avaliados pelo Índice de Katz, Índice de Tinetti e o teste Time Up and Go. Os grupos apresentavam dependência parcial para a realização das atividades de vida diária e risco de quedas.Este trabalho teve início após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), sob protocolo nº 661.154, respeitando todos os princípios éticos que norteiam a pesquisa, bem como a privacidade de seus conteúdos, como preconizam os documentos internacionais e a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde. Resultados: Os idosos do Grupo com Alzheimer apresentavam uma faixa etária entre 65 e 87 anos, sendo que 67% (n=10) deles eram do sexo feminino e 33% (n=5) do sexo masculino. Os idosos do Grupo Controle apresentavam faixa etária entre 62 e 88 anos, sendo que 73% (n=11) eram do sexo feminino e 27% (n=4) do sexo masculino.Em relação ao Índice de Katz, os resultados mostram que no Grupo com Alzheimer 53% dos idosos (n=8) apresentavam independência para realizar as atividades de vida diária e 47% (n=7) dependência parcial. No Grupo Controle 60% (n=9) dos idosos eram independentes e 40% (n=6) eram parcialmente dependentes. Em ambos os grupos nenhum idoso apresentava dependência total para a realização das atividades de vida diária. Quanto aos resultados da avaliação do equilíbrio e da marcha por meio do Índice de Tinetti, observou-se que os idosos de ambos os grupos apresentavam risco de sofrerem quedas, sendo que 33% (n=5) dos idosos do Grupo com Alzheimer apresentavam um risco maior e 67% (n=10) um risco menor. No Grupo Controle 13% (n=2) apresentavam um risco maior e 86% (n=13) um risco menor. Em relação ao TUG, verificou-se que os idosos de ambos os grupos apresentavam risco de sofrerem quedas, sendo que no Grupo com Alzheimer 20% (n=3) dos idosos apresentavam um alto risco para quedas, 73% (n=11) um risco médio e 7% (n=1) um baixo risco. No Grupo Controle nenhum idoso apresentou um alto risco para quedas, 93% (n=14) apresentavam um risco médio e 7% (n=1) um baixo risco. Conclusão: O declínio da capacidade funcional e o risco de sofrer quedas são maiores, quando comparados aos que não possuem a doença. Entretanto, sugere-se que sejam realizados novos estudos, com um número maior de idosos e outras formas de avaliação que possam complementar esses achados.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.