EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS NA DOR CRÔNICA

Odayane Damaceno Correia, Eduarda Souza Westin Oliveira, Karen Vitória da Silva Teixeira, Milton Florêncio de Carvalho, Rhayani Barbara dos Reis Vieira, Robicelia Gonçalves Souza Moreira

Resumo


Introdução: A dor crônica afeta grande parte da população e pode ser definida como uma sensação e experiência emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos", tornando-se assim, um problema de saúde pública. Neste contexto, os exercícios terapêuticos têm-se tornado uma alternativa para o tratamento da dor crônica. Objetivo: Identificar as evidências na literatura cientifica acerca da utilização de exercícios terapêuticos na abordagem do paciente com dor crônica. Metodologia: Pesquisa bibliográfica realizada na base de dados PubMed, usando os descritores "exercise" e "chronic pain"." Resultados: Foram encontrados 1285 artigos, sendo selecionados somente 10, em virtude do número de citações e melhores níveis de evidências, sendo 2 sobre a etiologia e patogênese da dor crônica e oito sobre exercícios terapêuticos. Destes 8, 2 são pesquisas originais e 6 são revisões sistemáticas ou meta-análises. Os resultados não foram totalmente conclusivos, pois estudos na área são escassos e com grande variedade de metodologia. Os exercícios que apresentaram melhores resultados foram os exercícios aeróbicos, os de fortalecimento muscular e de alongamento muscular. Foi possível perceber, também, que esta melhora é ainda mais evidente quando associada à terapia cognitiva comportamental, sobretudo em relação à melhora da dor. Em contrapartida, os pacientes que faziam somente exercícios físicos, sem terapias adjuvantes apresentavam somente alivio momentâneo da dor. Conclusão: Concluiu-se que, apesar da escassez de evidências, os exercícios terapêuticos, sobretudo aliados a outros tratamentos, têm uma boa eficácia na melhora da dor crônica. Portanto, se faz necessário mais pesquisas e estudos com maior nível de evidência.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.