A FORMAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA PARA A ATENÇÃO PRIMÁRIA: COM A PALAVRA, OS COORDENADORES DE CURSO

Hellen Reisen de Souza, Mariane Botelho Ferrari, Alessandra Oliveira Pedra, Rochely Silva Panetto Blandino, E95grace Kelly Filgueiras Freitas

Resumo


Introdução: As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de Fisioterapia apontam que o egresso deverá ser capacitado a atuar em todos os níveis de atenção à saúde, atendendo ao sistema de saúde vigente no país e à atenção integral da saúde da população. Os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) são incorporados no contexto das DCNs como eixo para a reorientação da formação do Fisioterapeuta. A partir das diretrizes, a Fisioterapia é inserida no campo da atenção primária em saúde (APS) no âmbito da formação, para tanto, devendo romper paradigmas e ressignificar a práxis profissional. No entanto, a formação do fisioterapeuta no Brasil ainda privilegia o campo da atenção secundária e terciária. Efetivar a inserção dos estudantes na rede de atenção básica é uma tarefa desafiadora para muitas instituições de ensino superior. Objetivo: Identificar avanços e desafios para aproximação da formação em Fisioterapia à atenção primária em saúde. Metodologia: Este estudo faz parte de uma pesquisa com Instituições Públicas no Brasil e com as Instituições do Espírito Santo (ES) que ofertam o curso de Fisioterapia. Foram contatados os coordenadores dos cursos ofertados no ES para apresentação da pesquisa. Foi realizada entrevista semiestruturada cujo eixo norteador foi os avanços e desafios para atender às DCN no que tange a formação do fisioterapeuta para atuar na atenção primária em saúde no estado do Espírito Santo". A entrevista foi gravada e transcrita na íntegra para análise do conteúdo sob o método de interpretação dos sentidos. Aprovado pelo Comitê Ética em Pesquisa, CAAE 55818116.8.0000.5060. Resultados: O ES conta com 9 instituições que ofertam o curso de fisioterapia, 8 privadas e 1 pública. Os coordenadores de todas as IES participaram desta pesquisa. As categorias de análise que emergiram do discurso foram (1) formação do fisioterapeuta - acadêmicos e docentes; (2) falta de conhecimento sobre a atuação do fisioterapeuta na APS - sociedade e os próprios fisioterapeutas; (3) a violência social comprometendo a inserção dos estudantes na rede. Conclusão: Os coordenadores apontam que há mais desafios do que avanços neste momento, e, destacam que a falta de políticas públicas efetivas para inserção do fisioterapeuta no serviço neste nível de atenção, e a cultura da sociedade voltada para a doença e à medicalização são fatores que permeiam todos os desafios apontados.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.