INSERCÃO DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE NA FICHA DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPEUTICA DOS ESTÁGIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

Renata Cléia Claudino Barbosa, Karina Durce, Zodja Graciane, Francine Gondo, Leticia Moraes Aquino, Patrícia Salerno, Jeanette Janaina Jaber Lucato, Marcelo Zaharur

Resumo


Introdução: A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) descreve a funcionalidade e a incapacidade relacionadas às condições de saúde, identificando o que uma pessoa pode ou não pode fazer na sua vida diária. Esse modelo considera que a funcionalidade e a incapacidade humana são concebidas como uma interação dinâmica entre as condições de saúde e os fatores contextuais. Na prática clínica e na pesquisa em reabilitação, a CIF depende da compatibilidade dos testes/instrumentos padronizados, habitualmente utilizados pelos profissionais." Objetivo: Avaliar a inserção dos itens essenciais do modelo integrador de funcionalidade proposto pela CIF na ficha de avaliação fisioterapêutica dos estágios de uma IES. Metodologia: Trata-se um estudo transversal aprovado pelo comitê de ética e pesquisa sob o parecer nº 2.719.614 realizado com docentes supervisores dos estágios do curso de fisioterapia de uma IES particular. Os docentes responderam formulário eletrônico elaborado por meio do software Microsoft forms com 11 questões fechadas composto por itens comuns às áreas de estágio relacionados aos instrumentos de avaliação e itens considerados essenciais pela CIF, que contemplem os domínios de saúde (função e estruturas do corpo, atividade, participação e fatores ambientais). Resultados: Participaram do estudo 09 docentes do curso de fisioterapia. Foi verificado que as principais informações sócio - demográficas, tais como, renda, lazer e tipo de moradia não são contemplados, visto que, nenhuma ficha de avaliação apresenta estes itens. Além disso, 90% das fichas de avaliação fisioterapêutica de estagio não contemplam a influência dos fatores ambientais, principalmente, informações sobre os serviços e profissionais de saúde. No que se refere ao desempenho funcional, apenas 22,2% contemplam as atividades básicas e instrumentais de vida diária. Conclusão: As fichas de avaliação fisioterapêutica não contemplam os itens essenciais do modelo integrador de funcionalidade proposto pela CIF, sugerindo que o conteúdo permanece fragmentado e especializado.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.