AGENTE DO BEM CONTRA A FEBRE AMARELA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DA INTEGRAÇÃO DA PRÁTICA EXTENSIONISTA EM DISCIPLINAS CURRICULARES NA ATENÇAO PRIMÁRIA

Fabíola Abreu, Juliana Glauce, Kamila Rúbia, Mariana Caetano, Thayrinne Soares, Adriana Silva Drumond, Patrícia Dayrell Neiva

Resumo


Introdução: A Prefeitura de Belo Horizonte tem executado medidas preventivas para proteger a população e minimizar o risco de transmissão da doença na capital. Para proteger a população, a vacinação foi intensificada, assim como as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir a Febre amarela em ambiente urbano. Descrição: Foi realizada uma ação de caráter extensionista pelos discentes do Curso de Fisioterapia PUCMINAS com orientações sobre promoção de saúde e prevenção da Febre amarela, o incentivo a prática de atividades de proteção individual, a prevenção contra picadas de mosquitos, a eliminação dos focos de possíveis criadores do mosquito e sobre a importância da vacinação. Este trabalho foi realizado em uma Escola Pública Municipal em Belo Horizonte. Inicialmente uma visita foi realizada à escola, com intuito de apresentar a ação em conjunto com a Equipe de Zoonose do Centro de Saúde para os coordenadores da instituição, conhecer o ambiente escolar e o público alvo. A recepção e apresentação do local foram realizadas pela instrutora de promoção da saúde da escola. Criou-se um folheto informativo e autoexplicativo sobre a Febre Amarela e a importância da vacinação contra a doença com o objetivo de integrar o material fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, incentivar o público alvo a verificar o cartão de vacina dos familiares. Posteriormente uma nova ação foi realizada conjuntamente com a equipe da Zoonose. As informações foram repassadas aos alunos do ensino médio sobre: características, sintomas, formas de transmissão, tratamento, prevenção e controle da Febre Amarela com enfoque principal sobre a imunização, durante este período os alunos também puderam esclarecer dúvidas e compartilhar experiências que tinham alguma relação com a Febre Amarela. Um folheto informativo produzido especificamente para esta atividade acrescido do material desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte foi fornecido como produto final da atividade. Impactos: Os alunos foram incentivados a transferir os conhecimentos adquiridos aos demais membros da família e receberam a missão de verificar o cartão de vacina dos familiares, orientá-los sobre os riscos da não imunização e sobre as formas de combate ao mosquito transmissor, da mesma maneira que foram orientados na escola. Foram beneficiados diretamente 348 indivíduos e 672 beneficiários indiretos pois estima-se que os alunos comuniquem, apresentem o folheto e chequem os cartões de vacina de pelo menos dois familiares. Considerações: As ações educativas em escolas são uma excelente forma de conscientização em saúde pública para a população, considerando que são reproduzíveis no ambiente familiar. As crianças são mais suscetíveis a novos conhecimentos, com grande poder de absorção e compartilhamento de informações. Este conhecimento adquirido é um importante meio para difundir medidas preventivas e de manutenção de saúde como mostrar que a extensão universitária pode e deve contribuir para a construção de novos conhecimentos a partir da interdisciplinaridade e com a troca de saberes entre a academia e a comunidade, com vistas ao desenvolvimento regional sustentável. A vivência de alunos de graduação na atenção básica condiz com um aprendizado diversificado baseado na relação com usuário e sua respectiva experiência.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.