DESENVOLVIMENTO DE KNOW-HOW PARA ENSINO EM FISIOTERAPIA: SE JÁ SABES, ENSINA

Autores

  • Ivanise Caroline Silva Santos UNILESTE-MG

Resumo

Introdução: Motivados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia que determina o perfil do formando, indica o desenvolvimento de competências e habilidades além de conteúdos essenciais para curso de graduação; indicações essas, associadas à ementa do Projeto Integrador (PI) para o quarto período do curso de fisioterapia do UNILESTE que versa sobre a integração de conhecimentos básicos que deverá acontecer relacionada aos métodos de avaliação fisioterapêutica e; iluminados pela proposta da ABENFISIO/2017 para novas diretrizes curriculares que propõe no tópico 'Conhecimentos Investigativos', a abrangência de conhecimentos sobre métodos de investigação qualitativos e quantitativos que possibilitem incorporar as inovações advindas da pesquisa à prática fisioterapêutica e o acompanhamento dos avanços biotecnológicos,suscitamos a experiência aqui relatada. Instigados a desenvolver uma forma diferente de aprender, aventuramos no pensamento de BEDA(pensador britânico- sec VII) sobre os três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora. E assim, de forma paralela à disciplina Avaliação e métodos" propusemos o desenvolvimento desse Know-how." Descrição: Parafraseando Confúcio - se não sabes aprende, se já sabes ensina, a metodologia eleita foi a instauração de oficinas sobre diferentes técnicas de avaliação utilizados na consulta fisioterapêutica. Cada grupo deveria propor ensinar uma das técnicas aprendidas na disciplina. O público alvo: discentes do primeiro ao terceiro período do curso, logo, era fundamental que cada técnica fosse expressa de forma simples e clara. Equipes constituídas, seguiu o desenvolvimento das oficinas. De forma muito dinâmica, ao longo do semestre, os discentes aprofundaram nos temas, fizeram a conexão do tema eleito com as bases estruturais e metabólicas estudadas nos períodos iniciais do curso e àqueles conceitos mais recentes, pertinentes à análise fisioterapêutica. O plano piloto foi aplicado aos pares, após apropriados das informações que abrangiam os diferentes sistemas orgânicos, analisados sob diferentes perspectivas: Sinais vitais, ritmo cardíaco, ventilação, coordenação, equilíbrio, postura, tato, propriocepção e percepção da temperatura; temas abordados utilizando-se desde estetos, esfigmos, modelos e maquetes dinâmicas, recursos conhecidos no meio acadêmico, até novas tecnologias no meio como o vídeo game, no caso, Nintendo Wii. Identificadas e corrigidas as lacunas, as oficinas foram oferecidas na semana doprojeto integrador do curso de fisioterapia em novembro/2017. Impactos: Considerando que a aplicação de oficinas constitui um importante dispositivo pedagógico para a dinamização do processo ensino-aprendizado e permeando o pensamento de BEDA, o oferecimento de oficinas sobre técnicas de avaliação em Fisioterapia revelou generosidade acadêmica, coerência ética e humildade intelectual pois, os discentes foram capazes de partilhar seu aprendizado de forma criativa, ativa e ética, correspondendo à expectativa de ampliação e disseminação do conhecimento. Considerações: Por meio da associação de saberes e aplicação de técnicas percebeu-se que o desempenho evidenciado durante a execução das oficinas revelou como feedback uma formação qualificada, reconhecida pelos discentes promotores das oficinas e, por aqueles participantes, integrantes tanto dos primeiros períodos do curso como por aqueles, de períodos mais avançados, que juntaram ao público alvo com o objetivo de relembrar e consolidar conceitos.