A VISÃO DE UMA INTERNA DE FISIOTERAPIA SOBRE O TESTE DE PROGRESSO DO UNIFESO

Carolina Fonseca de Araújo, Andrea Serra Graniço, Vinicius Baltar de Araújo, Daniella Bastides de Souza Azevedo, Letícia Monclaro Mouteira

Resumo


Introdução: O teste de progresso TP é uma ferramenta de autoavaliação que tem objetivo mensurar a evolução do conhecimento dos estudantes ao longo dos períodos. É uma eficiente ferramenta que permite à instituição analisar a qualidade do ensino oferecido aos seus discentes. É comum a todos os cursos e foi criado em 2008. O teste é composto por 50 questões de múltipla escolha e o escore de acertos é calculado com o número de questões que o aluno acerta na prova. Após a realização, é disponibilizado um gabarito oficial contendo as respostas corretas, a categoria, nível de dificuldade e um breve comentário justificando-o com referências bibliográficas. Além disso, é produzido um relatório oficial, individual, contendo uma análise detalhada, com gráficos e tabelas, incluindo: média final no conhecimento específico do curso e conhecimento gerais; comparativo de sua média atual com a média anterior para verificar seu desempenho; análise da categoria e do grau de dificuldade das questões; índice de dificuldade; e o gabarito processado, indicando e destacando as respostas corretas. No decorrer do ano letivo o TP é comentado entre aluno e professor dentro da sala de aula e também é discutido entre o Núcleo Docente Estruturante segundo informações da gestão. Descrição: No ano de 2015, 96 alunos foram avaliados, 75,6% de adesão, que demonstra a adesão da maioria dos alunos a esta metodologia. Quanto ao grau de dificuldade do teste os mesmos responderam: 52% dos alunos consideraram o teste fácil, 44% normal e 14% difícil. Já no ano de 2017, 124 alunos foram avaliados, 86,7% presentes demonstrando aumento da adesão. Quanto aos grau de dificuldade: 70% dos alunos consideraram o teste fácil, 30% normal e 25% difícil. Minha experiência até o momento é de três TP e pude perceber com clareza minha evolução no meu curso de graduação em fisioterapia. Meu rendimento pôde ser avaliada ao comparar 2015 e 2017 onde pude notar uma evolução no que diz respeito ao conhecimento específico e declínio nos conhecimentos gerais, que é verdadeiramente esperada, pela dedicação maior voltada aos assuntos específicos do curso de graduação. Em ambos estive acima da média do curso e tive um aumento mais significativo na categoria de cardiorrespiratória com um aumento de 30% que representou bem a minha matéria de preferencia no curso. Impactos: O TP nos estimula à superação e à autocrítica, pois, o estudante percebe a necessidade de buscar cada vez mais conhecimento para uma melhor formação. É um excelente instrumento que auxilia os alunos a enxergar com clareza seus pontos fortes e fracos e traçar seus próprios desafios. A participação não é obrigatória, logo, a adesão dos alunos demonstra interesse nesta ferramenta de auto- avaliação e no seu processo de formação. Considerações: O TP pode ser considerado uma avaliação completa, que permite mensurar o conhecimento construído no decorrer do curso e, sobretudo, é uma avaliação progressiva de autodesenvolvimento que estimula os alunos e ajuda o curso a buscar maior qualidade de ensino.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.