DESEMPENHO E PERCEPÇÃO DISCENTE APÓS UM ANO E MEIO DE IMPLANTAÇÃO DO OSCE NA FISIOTERAPIA

Erica Passos Baciuk, Juliana Valéria Leite

Resumo


Introdução: Na contemporaneidade, a escola nova distingue-se da tradicional pela presença, em todas as suas atividades, do fator psicológico do interesse. Neste contexto, as mudanças na estruturação pedagógica dos cursos são fundamentais, mesmo tendo sua implantação de maneira progressiva, mantendo-se o modelo curricular predominantemente disciplinar e implantando-se metodologias ativas que priorizem o maior envolvimento do aluno. Nas metodologias ativas de aprendizagem, o aprendizado se dá a partir de problemas e situações reais; os mesmos que os alunos vivenciarão depois na vida profissional, de forma antecipada, durante o curso. Neste ambiente, o docente deve apresentar postura crítica e reflexiva e considerar cada aluno trabalhador único em meio às suas temporalidades. Tomando por base estes, dentre muitos argumentos, somados à filosofia do futuro baseado na prática, missão de nossa Instituição, nos fez buscar um instrumento de avaliação condizente com estas metodologias. Descrição: No início de 2017, implantamos uma avaliação semestral baseada no sistema OSCE (Objetive Structurad Clinical Examination), cujo objetivo foi avaliar o que os alunos fazem e não apenas o que eles sabem. A avaliação é baseada em estações simuladas. As principais habilidades avaliadas foram comunicação e interação com pacientes e familiares; anamnese; exame físico geral e especial; raciocínio clínico e formulação de hipóteses de diagnóstico; interpretação de exames laboratoriais; proposição e execução de ações; orientação e educação ao paciente; e resolução de problemas. São elaboradas 4 estações, com 5 minutos para leitura do caso e execução das tarefas e 1 minuto para devolutiva do examinador. A proposta deste estudo foi analisar o desempenho e a percepção dos alunos que realizaram a prova desde 2017, enquanto cursaram 5o, 6o e 7o semestres, totalizando em cada período respectivamente, 57, 63 e 64 alunos. Impactos: Os dados mostraram melhora no desempenho durante o curso do 5o, 6o e 7o semestres, sendo respectivamente, superior a 50% de desempenho, 33,3% (19), 38,1% (24) e 59,4% (38); e inferior a 25% do desempenho, 28,1% (16), 27% (17) e 9,4% (6) dos alunos. Houve melhora na percepção dos alunos, evidenciadas pelo maior número de alunos que consideraram as informações fornecidas para a resolução das tarefas suficientes (7,3%; 32,8%; 37,5%), que o tempo de execução foi adequado (58,2%; 59,4%; 71,9%). Outro dado relevante foi o conteúdo abordado e sua coerência, pois nas avaliações de 2017 os alunos consideraram que haviam estudado a maioria dos conteúdos, porém não os tinha aprendido (52,8%; 46,9%; 43,8%). Em 2018, a maioria dos alunos considerou que estudou e aprendeu a maioria dos conteúdos abordados (32,8%; 28,1%; 46,9%). Considerações: A experiência da implantação da AIP foi exitosa em todos os aspectos, desde sua construção coletiva, envolvendo todos os professores fisioterapeutas, a sua execução, os resultados, as adequações e a avaliação da percepção dos alunos quanto a este novo instrumento.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.