ENSINO INOVADOR DA ANATOMIA HUMANA COMO FORMA DE INTEGRAÇÃO ENTRE A ESCOLA E A UNIVERSIDADE

Marcela Ralin de Carvalho Deda Costa, José Humberto Guimarães Santos, Denise Oliveira Reis dos Santos, Morgana Martins Vieira, Vanessa Almeida Fontes, Larissa Andrade de Sá Feitosa, Carlos José Oliveira de Matos

Resumo


INTRODUÇÃO: O ensino do conteúdo de Anatomia é pedra angular na formação de profissionais da área da saúde e esse conteúdo é tradicionalmente repassado por meio de exposição oral e aulas práticas em laboratórios. Nessa metodologia, há ênfase no método memorístico de ensino, em que o conteúdo de anatomia não é relacionado com outra disciplina. Com a finalidade de romper com essa prática bancária, surgiram metodologias de ensino inovadoras, em que o aluno é o centro do processo de ensino-aprendizagem e o professor apenas um facilitador. Além disso, nas metodologias ativas preconiza-se a integração entre as disciplinas. Com o intuito de apresentar uma metodologia de ensino inovadora de Anatomia Humana e de aproximar a realidade dos estudantes do ensino médio do colégio estadual Silvio Romero e dos discentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus universitário Professor Antônio Garcia Filho - Campus Lagarto foi proposto o projeto de extensão “Compreendendo o corpo humano: ensino da anatomia humana como forma de integração entre a escola e a universidade”. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: O projeto iniciou em janeiro de 2014 e até o momento foram planejados os conteúdos e a metodologia de ensino das aulas, assim, os discentes de graduação foram capacitados a coordenar as aulas/atividades. Foram planejados 16 encontros com duração de 1h cada, que acontecerão uma vez por semana até novembro de 2014. A anatomia de cabeça pescoço, do sistema musculoesquelético, cardiorrespiratório, digestivo e reprodutor será abordada de forma integrada a alguns conteúdos de fisiologia e algumas doenças mais prevalentes que acometem esses sistemas. Como metodologia de ensino será utilizada a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP); identificação das estruturas anatômicas em modelos plásticos, com auxílio de um atlas anatômico; confecção de pôsteres; discussões em grupos de textos e vídeos; concursos de desenhos; e seminários. Foi realizada uma visita ao laboratório de anatomia da UFS, assim como também já foi aplicada uma avaliação objetiva contendo 14 questões (valendo 10 pontos) sobre a anatomia, fisiologia e doenças relacionadas aos sistemas anteriormente citados, com o intuito de avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes de ensino médio. Quarenta e nove discentes responderam as questões e a média foi 3,1; o desvio padrão 1,3; o valor máximo 5,8; e o mínimo 0,7. Considera-se que as notas não foram boas e espera-se que as aulas/atividades colaborem para o engrandecimento cognitivo e biopsicosocial dos alunos. Para poder analisar essa evolução, a avaliação objetiva será reaplicada ao término das atividades do projeto e avaliações formativas serão aplicadas após a primeira, 10ª e 18ª aula. IMPACTOS: Durante esses meses de projeto, pudemos notar a integração entre a universidade e a escola. Os estudantes da universidade tornaram-se mais aptos a organizar as aulas/atividades de maneira mais ativa e interativa e entendem a importância de mostrar a metodologia inovadora a qual estão inseridos na UFS, os discentes da escola, por sua vez, demonstram muito interesse em entender a realidade da universidade que pretendem um dia fazer parte. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nota-se assim, que esse projeto de extensão está sendo um importante elo entre a escola e a universidade.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.