ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÃO ASSOCIADO AO ÍNDICE DE RENDIMENTO ACADÊMICO EM ESTUDANTES DE FISIOTERAPIA

Vanusa Caiafa Caetano, Flávia Melchiades Araujo, Marcos Piazzi Machado

Resumo


Introdução: Ansiedade, depressão e estresse estão comumente associados aos estudantes universitários, pois o ingresso no âmbito universitário promove diversas adaptações e mudanças na vida dos estudantes, que passam por novos desafios, dentre eles: começar a viver sozinho, buscar autonomia e situações desafiadoras em sua formação. Tais fatores predispõem a presença de sintomas de depressão, estresse e ansiedade, sendo estes muito frequentes nessa população, podendo influenciar no rendimento acadêmico. Uma vez que essas desordens são crescentes, devem ser fatores merecedores de atenção, visando preservar a saúde mental dos estudantes, que serão os futuros trabalhadores. Desta forma, torna-se necessário uma reflexão sobre esses aspectos, seja através de intervenções precoces de caráter preventivo ou na identificação de distúrbios já instalados, promovendo assim o encaminhamento aos serviços de saúde de referência. Objetivo: Avaliar os níveis de ansiedade, estresse e depressão associados ao Índice de rendimento acadêmico (IRA) em estudantes da graduação de Fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Metodologia: Realizado um estudo quantitativo transversal com todos os estudantes frequentes no curso de Fisioterapia da UFJF, que através de um questionário foi traçado o perfil com os blocos de identificação e avaliação clínica, além do instrumento DASS-21 - Depression, Anxiety and Stress Scale, para avaliar comprometimentos mentais. Para avaliar o rendimento acadêmico, utilizamos o IRA obtido através de uma consulta à Website do Sistema Integrado De Gestão Acadêmica da UFJF, por intermédio da Coordenação do Curso de Fisioterapia da UFJF. Os estudantes foram comparados separados por períodos letivos matriculados e pela idade (maiores ou menores de 21 anos). Resultado: Participaram da pesquisa 136 dos 202 estudantes matriculados no curso no momento da pesquisa. Alguns períodos do curso apresentam-se mais propensos para que os alunos desenvolvam distúrbios mentais - estresse, ansiedade e depressão - e, além disso, estudantes maiores de 22 anos apresentaram a saúde mental mais prejudicada para os mesmos sintomas. Observamos que os estudantes do 3º e 5º períodos do curso apresentaram maior prevalência de ansiedade, estresse e depressão. A idade também foi destacada, uma vez que estudantes maiores de 22 anos apresentaram maior relação com esses distúrbios. Outro importante achado, é que o IRA destes estudantes apresentou melhores valores nos 2º e 7º períodos e em estudantes com até 21 anos de idade, que foram onde os índices de estresse, ansiedade e depressão foram menores. Conclusão: Destacamos que fatores psicológicos podem influenciar o IRA de estudantes, e quanto menor a incidência maior é o seu valor. Além disso, a idade também foi um fator importante na relação entre distúrbios psicológicos e rendimento acadêmico. Dessa forma, sugerimos que medidas possam ser tomadas com o intuito de promover estratégias de ensino voltadas na prevenção de distúrbios relacionados à saúde mental no meio acadêmico, através de ações coletivas, evitando assim a evasão, a desperiodização, proporcionando maior aproveitamento quanto ao rendimento acadêmico e melhor qualidade de vida.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.