AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS ASSISTIDOS POR UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE VITÓRIA-ES

Bruna Zanchetta de Queiroz, Thaina Oliveira Coelho, Luciana Carrupt Machado Sogame, Gracielle Pampolim

Resumo


Introdução: As alterações de saúde do idoso vêm em decorrência do envelhecimento. Essas alterações, quando desenvolvidas, podem virar problemas de saúde que levam a deterioração da condição de saúde, resultando em episódios de quedas e isolamento social do indivíduo. A população mais acometida são pessoas com 65 anos ou mais, tal fato contribui para que os episódios de queda levem o idoso a uma dependência funcional, onde ficará restrito aos cuidados de outros e isso acarretará em uma menor autonomia dos cuidados domésticos e da própria saúde, causando-lhes uma autopercepção de saúde negativa. Objetivo: Analisar a relação entre a autopercepção de saúde e o risco de quedas em idosos assistidos por uma Unidade de Saúde da Família de Vitória-ES. Metodologia: É um estudo quantitativo do tipo transversal, contendo uma amostra probabilística aleatória que abrange 202 idosos. Foi realizado em uma Unidade de Saúde da Família de Vitória -ES onde foi efetuado entrevistas semiestruturada e avaliação para compor a coleta de dados. Foi analisado o risco de quedas que foi avaliado através da escala de avaliação da marcha e equilíbrio de TINETTI. Essa escala é divida em marcha e equilíbrio, sendo 7 itens de avaliação para marcha e 9 itens de avaliação para equilíbrio possuindo um total de 28 pontos. A pontuação é subdivida em grupos, com baixo risco para quedas, quando a pontuação for menor ou igual a 18 pontos, moderado risco para quedas, quando a pontuação for de 19 a 24 pontos ou alto risco para quedas, quando a pontuação for maior ou igual a 25 pontos. Para avaliar a autopercepção de saúde utilizamos uma pergunta simples durante o questionário aplicado, Como o Sr. /Sra. Avalia a sua saúde? e como resposta tinham cinco alternativas a serem respondidas, "muito boa", "boa", "razoável", "ruim" ou "péssimo", essas perguntas após a análise foi transformada em dois grupo "positivo" que abrange as alternativas muito boa e boa e "negativo" que abrange as alternativas razoável, ruim e péssimo. Para a análise descritiva utilizamos frequência e porcentagem e para a análise inferencial usamos o teste de Chi-quadrado de Pearson. E para as variáveis que foram estatisticamente significantes aplicamos o teste de Chi-quadrado residual. Resultado: Dos 202 idosos participantes da pesquisa obtivemos a média da idade de 69 ± 7, houve predomínio do sexo feminino (61,9%), autodeclararam sua saúde como positiva (55,4). A autopercepção de saúde não foi estatisticamente significante quando associada ao risco de quedas (p=0,108), mas 58% dos idosos que apresentaram um baixo risco para quedas avaliaram sua saúde como positiva. Conclusão: A autopercepção de saúde não se mostrou estatisticamente significante com o risco de quedas, o que nos levou a pensar que mesmo os idosos com condições de saúde negligenciada ainda sim consideram sua saúde como positiva, trazendo relatos de crenças religiosas como principal fonte da sua autopercepção de saúde. Porém mesmo tendo uma avaliação boa de saúde, os idosos possuem um risco para quedas, precisando então de medidas de intervenções para que não chegue a ocorrer a queda de fato.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.