EFEITOS DA FISIOTERAPIA NO EQUILÍBRIO E NOS ASPECTOS COGNITIVOS DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Patricia Martins, Sabrina Gonçalves Valada, Karla Poersch, Ana Paula Barcellos Karolczak

Resumo


Introdução: Atualmente, o envelhecimento populacional tem sido considerado um fenômeno mundial e a Organização Mundial da Saúde estima que habitantes acima de 60 anos serão prevalentes no Brasil em 2025 e que este será o sexto país do mundo com mais idosos. É estimado que em um período de dez anos, o Brasil será o sexto país com a maior população de idosos, sendo superior a 30 milhões de pessoas. Objetivo: Avaliar a influência da Fisioterapia no equilíbrio e na capacidade cognitiva de idosos institucionalizados na cidade de São Leopoldo-RS. Metodologia: Trata-se de um estudo quase experimental do tipo antes e depois composto por três participantes. Foram aplicados quatro instrumentos para a coleta de dados, sendo realizada a coleta de informações pessoais, o Mini Exame do Estado Mental (MEEM), a Escala de Avaliação de Tinetti e a Escala de Equilíbrio de Berg. Após, foi aplicado o Programa de Fisioterapia com frequência de quatro vezes semanais, duração de 50 minutos cada, totalizando 16 intervenções. Cada intervenção foi composta por nove exercícios para trabalhar o equilíbrio e uma atividade para trabalhar aspectos cognitivos. Ao final do período de intervenção, o MEEM e as escalas foram reaplicados. Os dados foram analisados a partir da comparação dos percentuais de melhora ou de piora dos aspectos avaliados antes e após o Programa de Fisioterapia. Resultado: Os participantes da pesquisa apresentaram melhora no equilíbrio e na capacidade cognitiva observados a partir da melhora no desempenho da pontuação dos instrumentos reaplicados ao final das intervenções. Foi possível verificar resultado positivo para os três sujeitos em relação ao antes e após a aplicação do Mini Exame do Estado Mental, em que os participantes A, B e C apresentaram melhora de 69,24%, 69,23% e 38,46% respectivamente, indicando que a realização de atividades cognitivas foi benéfico aos participantes deste estudo nos aspectos cognitivos, em relação aos itens avaliados no instrumento citado. Na aplicação da Escala de Equilíbrio de Berg, o participante A apresentou uma pequena piora de -3,57% em comparação a avaliação inicial, o participante B apresentou resultado positivo de 7,14% e o participante C apresentou melhora de 10,71%, indicando baixo risco para quedas, de acordo com este instrumento. Na Escala de Tinetti todos os participantes apresentaram melhora no equilíbrio. Na avaliação antes e após a realização do Programa de Fisioterapia, levando em consideração os sujeitos B e C, que antes apresentavam alto risco para quedas, passaram a apresentar um risco moderado a quedas, apresentando melhora de 88,10% e 28,27% respectivamente. Já o sujeito A apresentou melhora de 18,03%, e manteve-se no risco moderado para quedas. Nenhum dos participantes completou a assiduidade de 16 participações no Programa, dependendo do dia nem todos estavam dispostos a realizar as atividades propostas. Conclusão: Apesar de nenhum participante concluir com assiduidade em todas as intervenções, o Programa de Fisioterapia desenvolvido acarretou em melhora nos aspectos cognitivos e no equilíbrio dos idosos institucionalizados, reduzindo o risco de quedas dos participantes deste estudo.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.