EFEITOS DO EXERCÍCIO AQUÁTICO SOBRE A MOBILIDADE FUNCIONAL, MARCHA E EQUILÍBRIO DE PESSOAS COM HEMIPARESIA APÓS AVE - REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE: TRABALHO DE PESQUISA

Wendy Vivian dos Anjos Santiago, Juliana Karla Lopes Polo, Lais Marion Rodrigues Ullirsch, Manoela de Paula Ferreira, Vera Lúcia Israel, Sibele Yoko Mattozo Takeda

Resumo


Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) gera perdas das funções físico-motoras como alteração do equilíbrio, mobilidade e marcha. No tratamento de perdas funcionais no AVE, os exercícios aquáticos têm se mostrado um recurso fisioterapêutico seguro e eficaz devido as propriedades físicas e térmicas da água associadas a cada exercício terapêutico e funcional. Objetivo: Identificar na literatura científica a efetividade dos exercícios aquáticos sobre mobilidade funcional, marcha e equilíbrio corporal de pacientes pós-AVE. Metodologia: Foram selecionados artigos publicados em português e inglês, no período de 2008 a 2017, nas bases de dados Cochrane, Scielo, PEDro, PubMed, LILACS e MEDLINE, com os seguintes descritores: "hydrotherapy", "stroke rehabilitation", "mobility limitation", "postural balance", "walking" e "aquatic exercise". Após seleção, os artigos passaram por uma análise qualitativa pela escala Jadad. Resultado: Dos 178 artigos encontrados, 9 atenderam aos critérios de inclusão. Entre as técnicas aquáticas destacaram-se método Halliwick, Ai-Chi e exercícios aquáticos funcionais como os mais realizados em pacientes pós-AVE. Na metanálise, observou-se diferença a favor do grupo que fez exercícios aquáticos sobre o equilíbrio corporal medido pela Escala de Equilíbrio de Berg, mas não houve diferença entre os grupos que fizeram exercícios aquáticos e terrestres sobre a mobilidade funcional e equilíbrio analisados pelo Timed Up and Go Test". Conclusão: Os estudos demonstram a eficácia dos exercícios aquáticos no equilíbrio corporal global, ativação muscular, melhora da mobilidade funcional e marcha em indivíduos pós-AVE.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.