PERFIL FUNCIONAL, RISCO SOCIAL E SOCIOECONÔMICO DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DOMICILIAR

Débora Taís Seifert Queiroz, Murilo Santos de Carvalho, Caroline Krause Krug, Kaira Cortinaz, Karla Poersch, Patrícia Martins, Thiago Dipp

Resumo


Introdução: Com vista no contexto integral, biopsicossocial e do processo saúde-doença, a Atenção Primária à Saúde (APS) é caracterizada pelos cuidados básicos, com ações individuais e coletivas voltadas à promoção, proteção, reabilitação da saúde e prevenção de agravos, sendo a porta de entrada do sistema de saúde. A atenção à saúde dá ênfase a resolutividade dos cuidados primários sobre os problemas mais comuns de saúde como as disfunções musculoesqueléticas e neurofuncionais. São disfunções comumente presentes no dia-a-dia dos profissionais da área da saúde e da população. Desta forma cabe aos profissionais estabelecerem as necessidades de saúde de uma população específica, sob a responsabilidade de implementar e avaliar as intervenções relativas a esse público. Objetivo: Descrever o perfil socioeconômico, funcional e de risco social de usuários da Atenção Primária à Saúde atendidos por acadêmicos de Fisioterapia. Metodologia: Estudo transversal observacional que incluíram usuários da APS encaminhados pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) para atendimento domiciliar por acadêmicos de fisioterapia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. O perfil funcional foi avaliado através da Medida de Independência Funcional (MIF), o perfil socioeconômico pelo Critério de Classificação Econômica Brasil (ABEP) e o risco social por meio da Escala de Coelho e Savassi durante o mês de abril/2019. Os dados foram apresentados em média±desvio padrão, mediana (mínimo e máximo), frequência absoluta e relativa. Resultado: Foram avaliados 35 usuários (68,6% mulheres) com idade de 63±17 anos. Do total, 60% apresentavam disfunções musculoesqueléticas e 40% tinham disfunções neurofuncionais. A pontuação média da MIF total foi de 103±31 pontos, MIF motora foi de 72±24 pontos e a MIF cognitiva de 31±10 pontos. O risco social médio foi de 5(0-20) com 11,5% não apresentando risco, 54,3% risco menor, 17,1% risco médio e 17,1% risco máximo. ABEP a pontuação média foi de 22,3±5,7 sendo 77,1% pertencentes as classes C1, C2, D/E. Conclusão: Com grande parte da população estudada sendo mulher, idosa com disfunções musculoesqueléticas, de baixa classe social e com comprometimentos funcionais, conclui-se que a identificação do perfil de usuários é importante para a implementação de ações em saúde visando a redução do impacto dessas condições na população.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.