PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE ESTUDANTES DO CURSO DE ENFERMAGEM DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA FEDERAL DA REGIÃO CENTRO-OESTE

Jennyfer Porto Eufrazio, Adriane Pires Batiston, Arthur de Almeida Medeiros

Resumo


Introdução: O processo de ensino-aprendizagem em saúde na graduação tende a romper com o modelo tradicional de ensino, uma vez que, ao incorporarem novos saberes à sua prática docente, os professores elegem práticas inovadoras e facilitadoras em favorecimento da aprendizagem discente. Contudo, para além das questões pedagógicas é necessário o reconhecimento do perfil sociodemográfico dos estudantes de graduação para que estas informações também possam subsidiar a qualificação do processo de ensino-aprendizagem. As relações sociais estabelecidas no período de graduação, entre professores e alunos, configura-se como importante componente para a formação acadêmica, assim, o reconhecimento das singularidades dos estudantes fornecerá informações para que ações nos diversos setores possam ser planejadas com o intuito de otimizar o processo de aprendizagem destes estudantes além de buscar estratégias que garantam a permanência destes na universidade. Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico dos estudantes do curso de enfermagem de uma instituição pública federal de ensino superior da região centro-oeste. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal com 146 alunos regularmente matriculados no primeiro semestre de 2019 do curso de enfermagem de uma instituição pública federal de ensino superior da região centro-oeste. Foram incluídos estudantes maiores de 18 anos de ambos os sexos. Os estudantes foram convidados a preencherem um questionário sociodemográfico e de autopercepção da sua condição de saúde. Procedeu-se análise estatística descritiva dos dados com o auxílio do software SPSS, e os resultados foram apresentados em frequência relativa e absoluta. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos sob o número 2.577.617. Resultado: O referido curso é constituído em sua maioria por mulheres (n=125/85,6%), com idade média de 21,4 anos que varia entre 18 e 45 anos, que não possuem vínculo formal de emprego (n=128/87,7%), e se observou que 49% (n=57) dos estudantes possuem renda familiar de até 2 salários mínimos. Foi possível identificar que a maioria dos entrevistados possuem hábitos de vida saudável sendo que 76,7 % (n=112) relataram não consumir bebida alcóolica, 97,3% (n=142) disseram não fumar e apenas 17,1% (n=25) se declararam sedentários. Ao serem questionados sobre a sua autopercepção em relação a ansiedade 54,1% (n=79) estudantes disseram que se consideram ansiosos. Apesar de quase a totalidade dos estudantes entrevistados relatarem que não fazem uso de medicamentos psicoativos é importante destacar que 11,0% (n=16) fazem uso de medicamento antidepressivo, 6,8% (n=10) utilizam remédio para dormir e 2,7% (n=4) relatam que necessitam de medicação para permanecerem acordados. Conclusão: Os dados reforçam a necessidade de defesa das instituições públicas de ensino e de fortalecimento das ações afirmativas de permanência no ensino superior, visto que são nestas instituições que os grupos sociais vulneráveis identificam a possibilidade de inserção para a sua formação acadêmica. Ainda, é importante destacar que para a permanência nas universidade, além das questões econômicas, é imprescindível que estes estudantes tenham garantia da manutenção de sua saúde, em especial de sua saúde mental.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.