REABILITAÇÃO FACIAL POR NEUROPLASTICIDADE

Thyago Mendes Lago, Karollainy Alves de Oliveira, Bruna da Silva Sousa

Resumo


Introdução: A paralisia facial (PF) consiste na interrupção nervosa periférica, seguido por um déficit motor e sensorial, temporário ou permanente, geralmente em todo hemisfério fácil, direito ou esquerdo, ocasionando a incapacidade de controlar os movimentos da face. Com o comprometimento sensorial e motor geralmente ocorrer uma desorganização estética e funcional dos músculos mímicos faciais e os músculos demastigação, acarretando uma serie de desequilíbrios emocionais e expressões faciais. A incidência varia de 20 a 30 casos para cada 100.000 habitantes onde sua principal causa é a mudança brusca de temperatura ou (choque térmico), também podendo ocorrer por infecções virais, traumas, doenças metabólicas, tóxicas, congênitas e tumores. Em geral a paralisia facial não apresenta um padrão em relação à idade e sexo, o tratamento fisioterápico deve ser iniciado no prazo de 5 a 10 dias logo após o processo inflamatório, podendo ser feito utilização de medicamentos e em alguns casos procedimentos cirúrgicos. Objetivo: Analisar as principais causas da paralisia facial (PF), as diversas formas de tratamentos e a importância da neuroplasticidade na reabilitação e recuperação dos pacientes. Metodologia: Consiste em uma revisão da literatura, com busca de artigos publicados nas seguintes bases de dados: EBSCO INFORMATION, BIREME, PUBMED E LILCAS. Foram encontrados 200 artigos, sendo utilizadas as palavras chaves em inglês e português: paralisia facial, reabilitação facial,neuroplasticidade, sinapse,tratamento e fisioterapia. Neste estudo foram utilizados 10 artigos de 1998 a 2018, prevalecendo os estudos relacionados à reabilitação por neuroplasticidade e atuação do fisioterapeuta na patologia. Resultado: Foi observado que não existe um fator especifico para a causa, tão pouco à idade e o sexo,cerca de 80% dos casos é ocasionado por um choque térmico, uma mudança brusca de temperatura onde os nervos faciais deixam de mandar estímulos para os músculos, geralmente em todo um lado fácil, impossibilitando a fala, a deglutição, expressões mímicas e o simples ato de piscar. Os tratamentos fisioterápicos mais utilizados são: estímulos sensoriais, estímulos proprioceptivos, mímicas faciais em frente ao espelho, massagens, eletroterapia e alongamentos para um melhor fortalecimento muscular além de orientações básicas para o paciente. Conclusão: A paralisia facial afeta a autoestima, singularidade, a expressão humana e o convívio social. A atuação do fisioterapeuta é de suma importância para restabelecer as funções do nervo facial, onde o tratamento adotado deve ser iniciado o mais breve o possível, na maioria dos casos os resultados são positivos com a melhora simétrica da face, da força, mobilidade e estética. Em todos os casos foi identificada a importância do fisioterapeuta para recuperação dos pacientes, de maneira que o não tratamento e acompanhamento fisioterápico impossibilitam a reabilitação dos pacientes.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.