SAÚDE MENTAL: ESTUDO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE DROGAS LÍCITAS ENTRE ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE DA UFMS

Adriane Pires Batiston, Laís Alves de Souza Bonilha, Arthur de Almeida Medeiros

Resumo


Introdução: Nos últimos anos vem crescendo os distúrbios relacionados a saúde mental entre estudantes, em especial da área da saúde. Estudos indicam que por si só, a vida universitária pode ser percebida como um fator estressor pelos estudantes, uma vez que vem carregada de demandas, responsabilidades e sobrecarga de atividades que podem causar sofrimento psíquico, interferindo na qualidade de vida do estudante. Outro fator a ser destacado, é que na área da saúde, em diferentes medidas, os estudantes caminham muito próximos com realidades marcadas por adoecimentos, sofrimentos e morte, o que pode contribuir para o desenvolvimento de distúrbios como ansiedade, depressão, insônia, cansaço, apatia, dificuldade de socialização entre outros. Não raramente, os jovens recorrem ao uso de substâncias para enfrentar seus próprios sofrimentos. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar a frequência do uso de drogas licitas entre estudantes da área da saúde da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Metodologia: Foi conduzido um estudo transversal com estudantes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e regularmente matriculados nos cursos de Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Os estudantes de todos os semestres foram abordados na própria sala de aula e esclarecidos sobre os objetivos e metodologia do estudo. Aqueles que aceitaram participar responderam a um questionário estruturado auto aplicado e não identificado. Os dados foram analisados por estatística descritiva. Resultado: Foram entrevistados 638 estudantes, sendo 71,3% do sexo feminino, com idade média de 21,9 ± 4,02 anos (média± DP). Observou-se a utilização de várias substâncias: álcool (22,8%), cigarro (4,3%), antidepressivo (11,4%) e remédio para dormir (6,5%). Entre os estudantes 26,9% e 48,3% se consideram muito ansioso e ansioso respectivamente. No que concerne a prática de atividade física, 38,8% se declararam pouco ativos e 15,4% sedentários. Conclusão: Percebe-se que o álcool é a substancia mais consumida entre os estudantes, confirmando estudos recentes de que seu uso é um grave problema de saúde pública, especialmente por seu livre comércio e aceitabilidade social. Outro achado alarmante é o alto percentual de estudantes que sofrem de ansiedade, que quando somada à inatividade física representa um risco à saúde e à qualidade de vida desses estudantes. Políticas de apoio ao estudante no que tange a saúde mental tornam-se cada vez mais necessárias nos dias atuais e devem ser priorizadas no ambiente universitário, visando prevenir e minimizar danos.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.