ESTILO DE APRENDIZAGEM NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO DE MEDICINA

Nathália Prado de Melo, Laís Alves de Souza Bonilha

Resumo


Introdução: Desde os primórdios da sociedade, a formação dos profissionais de saúde tem ocorrido com forte valorização e utilização de metodologias conservadoras. No entanto, ao longo das últimas décadas tem-se observado a necessidade da transição do modo de ensino-aprendizagem na área da saúde e a busca por alternativas que se adequem aos estilos de cada pessoa, uma vez que nenhuma das teorias propostas de ensino conseguem adaptar-se de forma completa a alguém. Dessa forma, é importante a aplicação de instrumentos pontuais a fim de identificar as características desses estilos de aprendizagem, visto que a formação profissional se fortalece quando os docentes interessam-se em conhecer os processos cognitivos envolvidos no aprendizado de seus alunos, possibilitando melhora na formação acadêmica. Objetivo: Mediante o exposto, o objetivo do presente estudo é identificar o estilo de aprendizagem de alunos do curso de graduação em Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e correlacionar as variáveis demográficas e sociais específicas com o estilo de aprendizagem identificado. Metodologia: Trata-se de um estudo seccional censitário realizado na UFMS, no campus de Campo Grande/MS. Foram incluídos no estudo os alunos regularmente matriculados em todos os semestres do curso de Medicina da UFMS, sendo os critérios de participação: ser estudante do curso de medicina, maior de 18 anos de idade e aceitar participar de forma voluntária do estudo. Os estudantes que desejaram participar, receberam dois instrumentos: um referente às variáveis demográficas, sociais e acadêmicas e outra contendo o Questionário VAK, composto por 30 questões. Resultado: Os resultados obtidos são resultantes da abordagem de 214 alunos, com média de idade de 22 anos, sendo a maioria do sexo feminino (n = 120/ 56,1%), com renda familiar superior a 6 salários mínimos (n = 86/40,2%), e a maioria (n = 199/ 93,0%) dos alunos revelaram não exercer nenhuma atividade profissional concomitante com a faculdade. Ademais, o questionário VAK revelou que 154 alunos (72,0%) apresentaram o estilo visual, 100 (46,7%) o estilo auditivo e 85 (36,7%) o estilo cinestésico, sendo que destes resultados, 92 alunos (43,0%) apresentam característica unimodal e 122 (57,0%) característica bimodal. Conclusão: O estudo proporcionou a identificação dos aspectos sociodemográficos dos estudantes com o intuito de correlacionar o perfil do aluno com o método de ensino característico, e identificou o estilo de aprendizagem predominante no curso. Não houve correlações positivas entre o estilo de aprendizagem e nenhum dos dados sociodemográficos analisados, inferindo que o estilo de aprendizagem é singular, não afetado por esses fatores. No entanto, o reconhecimento de estilos de aprendizagens variados em uma mesma turma pode ser referência para docentes e coordenadores de cursos, na utilização de metodologias condizentes com o estilo de aprendizagem dos seus alunos, visando garantir a variação de métodos para o melhor aproveitamento dos alunos, no desenvolvimento de competências gerais e específicas para o desempenho profissional.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.