ESTILOS DE APRENDIZAGEM ENTRE ESTUDANTES DO CURSO DE FISIOTERAPIA

Giovanna Campos Santos, Adriane Pires Batiston

Resumo


Introdução: O estilo de aprendizagem é a maneira que cada pessoa utiliza para melhor aprender o que lhe é proposto. Conhecer seu próprio estilo de aprendizagem é importante para que o estudante reconheça suas preferências e as utilize para potencializar sua aprendizagem, além de oportunizar aos docentes o conhecimento para a adoção de estratégias de ensino mais criativas, inclusivas e efetivas. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar o estilo de aprendizagem de alunos do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), matriculados do primeiro ao nono semestre. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, para o qual foi elaborado um questionário para a identificação de variáveis sociodemográficas, além do questionário VAK que busca identificar o estilo de aprendizagem de cada estudante, classificando-os em três categorias: visuais (V), auditivos (A) e cinestésicos (K). Resultado: Foram entrevistados 162 estudantes com idade média de 21,9 anos (DPM: ± 3,97), a maioria é do sexo feminino (75,5%), com renda familiar média de até dois salários mínimos (37,9%) e não exerce trabalho concomitante ao estudo (90,5%). Em relação ao semestre do curso no qual se encontravam, 20,37% cursavam o 1º semestre, 18,52% o 3º semestre, 21,60% o 5º semestre 15,43% o 7º semestre e 24,07% o 9º semestre. Em relação ao estilo de aprendizagem, 45,2% são predominantemente visuais, 30,6% auditivos e 24,2% cinestésicos. Observou-se que 51,76% dos estudantes apresentaram mais de uma preferência sendo classificados como multimodais, enquanto 48,24% são unimodais. Não houve associação significativa entre o semestre do aluno e o estilo de aprendizagem (p=0,902). Conclusão: Conclui-se que a maioria dos estudantes possui mais de um estilo de aprendizagem, sendo portanto multimodais com predomino das modalidades visual e auditiva, contrariando a expectativa que um curso com tantas disciplinas com componentes práticos tivesse maioria de alunos com estilo cinestésico. A partir desse resultado, é possível perceber a necessidade de metodologias de ensino diversificadas, buscando-se atender a heterogeneidade dos estilos de aprendizagem dos estudantes, auxiliando-os também, a desenvolverem maiores habilidades para a futura profissão.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.