INTERESSES, LIMITES E POSSIBILIDADES DAS ESTRUTURAS CURRICULARES NA FISIOTERAPIA

Alberto Sumiya, Leila Marrach Basto de Albuquerque, Dirce Shizuko Fujisawa

Resumo


Introdução: O campo da formação do fisioterapeuta no Brasil, em termos de modelos curriculares, tem passado por transformações. Contudo, mudar exige um esforço consciente e coletivo para alinhar múltiplos interesses e atingir as metas acordadas, o que geralmente não acontece sem conflitos. Objetivo: Verificar as tensões que envolvem as mudanças curriculares do um curso de fisioterapia, a partir dos conceitos de campo, habitus e capital de Pierre Bourdieu. Metodologia: Pesquisa qualitativa com observações de campo e entrevistas com professores, utilizando roteiro semiestruturado e análise de conteúdo. Resultado: Existiram muitas resistências internas que impediram que o processo de mudança fosse mais amplo. Criaram-se disciplinas-chaves que deveriam interligar a matriz favorecendo a integração de conteúdos, porém estas funcionavam, em última instância, como outras quaisquer. Conclusão: Os professores seguiram jogando com as regras do campo, sem saber das suas determinações, ou seja, os agentes e seus habitus refletiram a estrutura existente, sem alteração das práticas, permanecendo um currículo linear disciplinar.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.