ATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA

Nathália Prado de Melo, Karla Luciana Magnani Seki

Resumo


Introdução: A correção cirúrgica é uma alternativa muito utilizada no tratamento de cardiopatias graves, entretanto diversas complicações podem ocorrer no pós-operatório, aumentando o risco de morbidades e mortalidade. Diante disso, é de extrema importância que o paciente tenha um acompanhamento fisioterapêutico neste momento a fim de realizar um tratamento seguro, identificando os fatores de risco e proporcionando a reinserção às suas atividades funcionais. Visto isso, o curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apresenta um dos cenários de prática que é o projeto de Reabilitação Cardiorrespiratória que presta assistência fisioterapêutica a portadores de cardiopatias e/ou pneumopatias crônicas estáveis, como por exemplo o pós-operatório de cirurgia cardíaca. Descrição: Participam do projeto os alunos do curso de graduação, que atuam de forma voluntária, juntamente com a professora responsável pela disciplina. O programa ocorre com uma frequência de duas vezes por semana (quarta e sexta), das 13:30 às 15:00 horas, e os atendimentos são realizados em pequenos grupos, que são subdivididos de acordo com as limitações funcionais semelhantes. Os pacientes atendidos são encaminhados do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP), onde iniciam o tratamento, e após a alta dão continuidade ao tratamento no projeto aqui citado. O projeto é composto por um programa de: 1- alongamentos; 2- aquecimento, sendo uma caminhada leve durante 3 min; 3- atividade aeróbica: 15 minutos na esteira ou cicloergômetro e 15 minutos em circuito aeróbico; 4- exercícios localizados para ganho de resistência muscular, com monitoramento de dados vitais e percepção do esforço (Escala de Borg). Impactos: Com o passar do tempo é evidente que os pacientes advindos de uma cirurgia cardiovascular apresentam melhoras no âmbito respiratório e funcional, sendo observados através de testes específicos como o Teste de Caminhada de 6 minutos, Espirometria, Manovacuometria e a Dinamometria. Além disso, é notório o rápido desenvolvimento dessas pessoas no retorno à prática de atividades de vida diária e no cuidado com a saúde. Diante disso, é perceptível o impacto na realidade tanto do paciente, como do aluno por ter a oportunidade de acompanhar um paciente em recuperação, do pós-operatório até ao restabelecimento de suas funções. Considerações: Mediante ao exposto, estima-se que os pacientes que se encontram no pós-operatório e possuem acompanhamento fisioterapêutico detém uma recuperação mais eficaz, e com potencial para obter melhora da força muscular respiratória e periférica, além da melhora na execução das suas atividades de vida diária. Tais conclusões podem ser tomadas uma vez que é observado melhora nos parâmetros avaliados e uma perspectiva de recuperação.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.