DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS FISIOTERAPÊUTICAS NA PERSPECTIVA DA CIF: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Murilo Santos de Carvalho, Mauro Antônio Félix, Anabela Correa Martins

Resumo


Introdução: Na busca da visão integral do ser humano, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) surge como uma grande possibilidade de desenvolvimento de competências na formação em Fisioterapia voltada ao cuidado em saúde. É assim nos cursos de graduação em Fisioterapia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, São Leopoldo - Brasil e na Escola Superior de Tecnologia em Saúde - ESTeSC do Instituto Politécnico de Coimbra - Portugal. Introduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar e estruturar a funcionalidade humana em todas as suas dimensões, destina-se especificamente a documentação do estado de saúde e deve ser utilizada por todos os profissionais de Saúde. Como objetivo, pretende-se relatar a aprendizagem no uso teórico e prático da CIF na graduação na percepção de um acadêmico de Fisioterapia que realizou intercâmbio vivenciando as duas experiências de formação. Descrição: Tratou-se de um estudo observacional exploratório do tipo de caso, em formato de relato de experiência. O contato do acadêmico, do nono semestre do total de dez da graduação em Fisioterapia, com a CIF surge através de atividades acadêmicas que utilizam deste modelo como estratégia de raciocínio para visões biopsicossociais e espirituais da saúde das pessoas em seus contextos de vida. Impactos: A CIF revoluciona o ensino-aprendizagem de Fisioterapia ao deixar de lado o modelo biomédico em saúde e propor uma visão mais integral do indivíduo, do ambiente e sua coletividade, classificando não apenas as patologias, mas as condições em saúde. Através da racionalidade Função - Estrutura - Atividade e Participação - Fatores Ambientais e Pessoais, pode-se facilmente construir um Processo Diagnóstico (avaliação e diagnóstico) fisioterapêutico completo o suficiente para embasar as condutas fisioterapêuticas e auxiliar nas tomadas de decisões, bem como proporcionar o trabalho interprofissional em saúde. No entanto, apesar da ampla aplicabilidade do modelo da CIF em Fisioterapia seu sistema de códigos apresenta-se como grandes obstáculos no ensino-aprendizado, por possuir muitas variáveis e regras de codificações complexas. Por isso, acaba deixando de ser uma ferramenta de fácil aplicabilidade entre os acadêmicos da saúde. Considerações: Apesar da CIF facilitar a estratégia de raciocínio na perspectiva do modelo integral em saúde, seu amplo espectro de codificações dificulta o manuseio da mesma, bem como um olhar comum e interprofissional pouco praticado entre os diferentes cursos da Saúde. A universalização da CIF é fundamental para maior efetivação entre os acadêmicos, professores e profissionais da saúde, auxiliando, desta forma, na comunicação entre os seus diferentes utilizadores e na visão integral de saúde. Para tal, a capacitação dos profissionais deve ser amplamente incentivada, fomentando e facilitado o aprendizado nas instituições formadoras.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.