EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE COMO PRÁTICA NA FORMAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA

Rhandra Grubert, Mariani Pegoraro, Marina Barbosa, Maynara Guaripuna, Milena Maldonado, Larissa Medina, Laís Alves de Souza

Resumo


Introdução: A infância e a adolescência são fases determinantes para o desenvolvimento pessoal e social, sendo o momento ideal para a recepção de ações de educação em saúde, a fim de atenuar as fragilidades socioeconômicas e proporcionar melhores perspectivas de futuro. As ações de educação são previstas na prática dos profissionais de saúde e assim, é imprescindível que sejam abordadas durante a formação, desenvolvendo visão integral da saúde, a valorização do autocuidado e autonomia dos cidadãos. Descrição: O grupo de acadêmicas de fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS abordou crianças de 6 a 9 anos em um centro de convivência que tem como objetivo acolher crianças no período não escolar, residentes em área vulnerável, com problemas econômicos e sociais. Foram realizadas ações quinzenais na comunidade, intercaladas com o planejamento na universidade, com o objetivo de melhorar o vínculo familiar, o autocuidado, provocar reflexões sobre perspectivas de futuro, desenvolver consciência sobre a cidadania, como o respeito ao próximo e as vantagens do trabalho em equipe. Para alcançá-los, foram realizadas dinâmicas interativas sobre temas como o corpo humano, cuidados pessoais e valores humanos e de cidadania. Além disso, foram desenvolvidas brincadeiras para a integração, como queimadas, mímica, esportes em geral, e produzidos desenhos relacionados a cada tema abordado. Impactos: Dentre as intervenções, os temas sobre as profissões e modalidades esportivas tiveram maior destaque, despertando maior interesse e adesão por parte das crianças, visto que foi dada autonomia a elas, priorizando o trabalho em grupo, o raciocínio lógico e o desenvolvimento da coordenação motora. Observou-se, gradativamente, o aumento do vínculo e respeito das crianças com o grupo das acadêmicas. O acolhimento e a colaboração dos funcionários do local com o grupo foram considerados essenciais para a eficácia na execução dos planejamentos. Quanto às dificuldades identificamos a falta de assiduidade e comportamento agressivo entre as crianças, interferindo negativamente no desenvolvimento de algumas atividades. Considerações: Apesar das dificuldades encontradas, acredita-se que os objetivos pedagógicos propostos pela disciplina foram alcançados, agregando conhecimentos e valores tanto para o próprio grupo de universitárias quanto paras as crianças da instituição. Espera-se que as atividades desenvolvidas durante um semestre impactem positivamente na vida das crianças abordadas.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.