EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL: AVANÇOS E DESAFIOS

Daiana Picoloto, Aline Cristiane Flesch

Resumo


Introdução: A Educação Interprofissional (EI) é um dispositivo educacional para aprimorar os recursos humanos e proporcionar as competências necessárias para melhorar os resultados de saúde, fortalecendo os sistemas de saúde por meio de equipes interprofissionais, visando otimizar as habilidades de seus membros para que prestem serviços de saúde centrados nos pacientes e de alta qualidade. Além disso, ela contribui na formação de profissionais da saúde mais preparados para a atuação integrada em equipe, demandando a colaboração e o reconhecimento da interdependência das áreas frente à competição e à fragmentação. Descrição: Em 2017, uma universidade do sul do país unifica as clínicas, criando o CIES (Centro Integrado de Especialidades em Saúde), integrando os cursos da saúde em um único espaço de ampla e moderna infraestrutura. Contudo, inicialmente necessita de um estímulo para essa ação, para que ocorra a aproximação entre os cursos. Juntamente com a criação do espaço, inicia-se um projeto com o objetivo de promover essa integração. A proposta inicial é de encontros mensais, envolvendo todos os estagiários e supervisores que atuam no espaço. As temáticas são construídas junto aos acadêmicos e desenvolvidas através de metodologias ativas, estimulando o protagonismo estudantil, a partir da realidade vivenciada. Participam da atividade todos os estagiários do CIES, envolvendo os cursos de biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, quiropraxia, psicologia e nutrição, que são estimulados a atuarem de forma interprofissional. Ao final de cada turno, os mesmos realizavam uma avaliação constando aspectos positivos e negativos das atividades realizadas, visando melhorias. No decorrer desse período, até os dias de hoje, ainda se mantem a metodologia, com alguns avanços. Impactos: Considerando os aspectos positivos dessa experiência, pode-se destacar o interesse institucional, norteado pelas DCNs. Lembrando que, além dessas atividades no CIES, existem outras formas de estímulo a EI, destacando-se a extensão universitária. Em relação aos encontros, os mesmos oportunizaram um momento de integração e troca de experiências, visando um melhor atendimento ao usuário, onde todos demonstram essa preocupação. Além da oportunidade de se obter um maior conhecimento sobre as outras áreas de atuação. Os principais desafios observados estavam relacionados à resistência e falta de interesse de alguns alunos e professores, onde o tecnicismo se sobrepõe aos aspectos de humanização e cuidado. Em determinados momentos percebe-se também uma falta de integração dos cursos, inclusive dos docentes, mas que melhorou muito no decorrer das atividades. Também vale lembrar que a questão do horário diferente entre os cursos influencia negativamente nesse processo. As atividades despertaram o interesse pela prática interprofissional e a maioria dos alunos mostrou-se satisfeitos e interessados pela temática o que gerou algumas ações, como atendimentos compartilhados e discussão de casos. Acredita-se que o estímulo a formação docente, voltado a temática, ainda precisa percorrer uma trajetória maior. Considerações: Dentro do cenário de formação em saúde, há necessidade de indução da EI. Então, atividades que fomentem essa prática, irão facilitar e processo e os melhores resultados na atenção em saúde dos seus usuários. As propostas que vem sendo desenvolvidas na instituição vem favorecendo muito o processo, porém ainda necessita percorrer uma longa caminhada.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.