EXPERIÊNCIA DE UMA ESTUDANTE INGRESSANTE COM A AVALIAÇÃO COGNITIVA: TESTE DO PROGRESSO

Leticia Monclaro Mouteira, Andrea Serra Graniço, José Feres Abido Miranda, Rodrigo Henrique Torbis Batista Gonçalves, Wagner Pereira da Silva

Resumo


Introdução: O Teste de Progresso - TP, projeto institucional incorporado ao calendário letivo e aplicado anualmente, tem por finalidade avaliar o desempenho cognitivo dos estudantes durante o curso permitindo ao discente acompanhar a evolução do seu desempenho, identificando potencialidades e fragilidades acerca das áreas de atuação profissional. Sendo assim, colabora para que o acadêmico busque melhorias para a formação. Segundo a coordenadora, o TP no curso de graduação de fisioterapia do UNIFESO, foi inserido como avaliação formativa em 2008, acumulando 11 anos de experiência. O TP em minha jornada acadêmica já fora realizado duas vezes, em 2017 e em 2018, porem até o dia do VI Congresso Brasileiro de Educação em Fisioterapia de 2019 já terei cumulado 3 anos de vivência. O teste é composto por 60 questões de múltipla escolha, sendo 10 de Conhecimentos Gerais e 50 de Conhecimentos Específicos além de 02 questões discursivas 01 de conhecimentos gerais e 01 de conhecimento específico. Os conteúdos específicos estão em consonância com as DCN´s. Após a realização do teste, é disponibilizado gabarito contendo as respostas corretas, a categoria, nível de dificuldade e um breve comentário justificando-o com referências bibliográficas as questões discursivas são corrigidas por professores com expertise nas áreas e apresentado ao aluno individualmente. Além disso, é produzido um relatório final com resultados individuais, contendo análise detalhada, gráficos e tabelas, que incluem: média final do conhecimento específico e do conhecimento geral, comparativo de sua média atual com a média do ano anterior com objetivo de acompanhar o desempenho cognitivo de um ano para o outro; do grau de dificuldade das questões. Descrição: No primeiro TP, logo 1 ano do curso, a pontuação geral em conhecimentos específicos foi de 26% com predominância de 40% de acertos nas áreas de traumato-ortopedia e pediatria, respectivamente. No segundo teste houve maior pontuação nas áreas de neurologia com 60% e de 50% na área de cardiorrespiratória. O percentual de acertos em traumato-ortopedia, manteve-se em 40% e o percentual de pediatria houve uma queda de 20% sinalizando a necessidade de reflexão dos motivos da queda. Se tratando de conhecimentos gerais a media de acerto se manteve em 90% em ambos os anos, com resultado acima da media geral do curso. Impactos: O Teste é um excelente indicador para que os alunos reflitam sobre seus pontos fortes e suas fraquezas, podendo assim calibrar seus estudos. Fora isso como não é obrigatória a participação do aluno, sendo esta demonstrativa do interesse com a formação, tornando-se ativo no processo de aprendizagem e estimulando a busca do conhecimento, criando uma auto competição" saudável, pois, o estudante percebe a necessidade de se "auto-alimentar" da ciência em busca de uma melhor formação profissional. Considerações: O teste pode ser considerado como uma avaliação abrangente, que permite evidenciar o conhecimento cognitivo construído no decorrer do curso e a capacidade de reflexão, resolução de problemas e tomada de decisão, e, sobretudo uma avaliação progressiva de acompanhamento do autodesenvolvimento.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.