GRUPO DE CONTROLE DO TABAGISMO - UMA EXPERIÊNCIA VIRTUOSA NO ENSINO DA FISIOTERAPIA EM SAÚDE COLETIVA

Mary Lee dos Santos, Mariza Aparecida Alves, Angelise Mozerle, Ivanise Caroline Silva dos Santos, Cristian Souza Freitas, Christian Emanoel Ferreira Neves, Jorge Costa Neto, Karol de Paula Silva

Resumo


Introdução: O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) do Ministério da Saúde (MS) objetiva reduzir a prevalência e morbimortalidade relacionada ao tabaco, É baseado em ações educativas, comunicação, atenção à saúde, e à adoção ou cumprimento de medidas legislativas e econômicas, prevenindo a iniciação do tabagismo, promovendo a cessação de fumar; e protegendo a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco, reduzindo o dano individual, social e ambiental. O PNCT desenvolvido nas UBS registra em média 10% de abandono do cigarro. Neste relato, o modelo preconizado pelo MS, foi adaptado para expandir o número de encontros presenciais e permitir maior participação de equipe interdisciplinar, e foi coordenado pela equipe de estágio da fisioterapia na saúde coletiva. O PNCT tem 3 pilares básicos para uma abordagem bem-sucedida da adição: o controle da dependência química, a terapia comportamental e manejo do estresse, A fisioterapia dispõe de recursos para atuar nessas 3 dimensões, desenvolvendo atividade física orientada, técnicas de relaxamento e promovendo alfabetização em saúde. Descrição: Grupo de Tabagismo com 10 participantes (6 homens, 4 mulheres, idades entre 48 e 71 anos). A média de anos de tabagismo superava duas décadas, e o consumo médio diário ultrapassava 1 maço/dia. Além da equipe recomendada pelo MS (assistente social, psicólogo, médico e enfermeiro) o grupo articulou a participação de estagiários de odontologia, que contribuíram com o processo de alfabetização em saúde que norteou os esforços na dependência comportamental, e realizou procedimentos de limpeza na Clínica Escola de Odontologia, nutricionista, fisioterapeuta especializada em auriculoterapia que realizava acompanhamento semanal e farmacêutico. O três domínios: a dependência química, psicológica e foram abordadas pela equipe de fisioterapia, nos 14 encontros semanais, com duração de 60 minutos, distribuídos entre realização de atividade física prescrita individualmente alfabetização em saúde para o desenvolvimento da autonomia e conscientização de hábitos saudáveis, e técnicas de meditação e relaxamento para manejo dos sintomas de estresse e fissura. As atividades seguiram a Cartilha PNCT Deixando de Fumar sem Mistérios", até o quarto encontro estruturado, a partir do qual manteve os encontros semanais. O contato com os usuários contou com um grupo de WhatsApp para divulgação do conteúdo das ações de alfabetização em saúde, mensagens de incentivo e compartilhamento das dificuldades. A IES disponibilizou as instalações para as reuniões, salão espelhado para as técnicas de relaxamento, laboratórios de anatomia para atividades de alfabetização em saúde, laboratórios de pneumofuncional para avaliação da função respiratória, sala reservada para atendimento psicológico individual, e os recursos necessários para a atividade física". Impactos: O modelo adotado estimula a criatividade e o apreço pela inovação no âmbito da saúde coletiva, propicia aos estagiários a atuação em equipe de saúde interdisciplinar e o desenvolvimento de novas habilidades. Considerações: 60% dos participantes pararam de fumar, 30% reduziram o consumo e 10% desistiram. O trabalho conjunto aproxima a comunidade da academia, otimiza a utilização dos recursos, enriquece o aprendizado dos estagiários e contribui efetivamente para a redução da morbimortalidade relacionado ao tabagismo.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.