MODELO DO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO HUMANO: DIDÁTICA EM AÇÃO

Letícia Carla Fernandes Cunha, Jessica Luiza Pereira Santos, Renan Alves Resende, Daniela Virgínia Vaz, Susan Martins Lage

Resumo


Introdução: Desde os primórdios do ensino tem-se como modelo metodológico a pedagogia bancária, hoje, tida como arcaica. Durante o processo de desenvolvimento da humanidade, fez-se necessário a evolução das propostas de ensino e, após estudos sobre o tema, surgiu o modelo pedagógico proposto por Paulo Freire, no qual o estudante se tornaria ativo durante o processo de aprendizado. Além disso, resultados de pesquisas acerca de metodologias de ensino demonstraram que um estudante ativo é também um aluno que aprende mais e compartilha as experiências enriquecendo as etapas do aprendizado (MITRE, 2008). Embora algumas disciplinas da grade curricular atual do curso de Fisioterapia da UFMG já utilizem metodologias ativas com o intuito de aproximar a teoria da prática clínica, a maior parte das disciplinas ainda utiliza o formato mais tradicional de ensino-aprendizagem. Este formato é baseado em aulas expositivas, nas quais o professor assume papel ativo, como detentor e emissor da informação, enquanto o estudante é o receptor e/ou destinatário, obtendo o conhecimento de forma passiva. Considerando isto, observa-se que a absorção do conteúdo não ocorre de forma integral, uma vez que ainda é notória a dificuldade dos estudantes em relação à associação o movimento humano. Dessa forma, viu-se a necessidade de desenvolver um projeto de ensino que proporcione maior participação do estudante, intervindo nas disciplinas de forma a ampliar e solidificar o aprendizado contemplado neste curso. Descrição: O novo modelo de didática proposto consiste na utilização de tubos elásticos e modelos anatômicos para simular ações musculares específicas. Assim, esta proposta será trabalhar por meio de materiais que serão fixados em um modelo anatômico de esqueleto articulado, confeccionado em resina plástica rígida, que poderão ser retirados e colocados pelo próprio aluno nos pontos de origem e inserção referentes a cada musculatura. Tais materiais consistem em elásticos convencionais, comumente utilizados na indústria têxtil, que serão fixados ao esqueleto através de pequenos ganchos metálicos, com a finalidade de simular os movimentos e disfunções musculares do corpo humano, uma vez que possuem como característica similar a viscoelasticidade. O protótipo está em desenvolvimento na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, com a aplicação de cores diferenciadas em cada elástico, visando favorecer a demonstração e a memorização das ações específicas de cada músculo. Impactos: É esperado que a utilização de um recurso interativo seja capaz de tornar o conhecimento acerca do sistema musculoesquelético mais atrativo para os estudantes, a fim de aumentar o interesse dos mesmos pelas disciplinas e favorecer, além de facilitar através da experimentação visual, o processo de ensino-aprendizagem. Considerações: Este trabalho consiste no protagonismo do aluno em seu processo de aprendizagem, através de recursos de baixo custo, por exemplo, os elásticos coloridos, e que, combinados de forma a simular a movimentação muscular humana, atuarão como um facilitador na fixação desse conteúdo teórico. Uma vez que, a experimentação visual e tátil do objeto de estudo torna o aprendizado mais ativo, estimulante e prazeroso, trazendo consequências positivas para aquele que busca o conhecimento.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.