O USO DE MAPAS CONCEITUAIS COMO FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Viviane Lemos Silva Fernandescecília Magnabosco Prado

Resumo


Introdução: Há mais de quarenta anos, estudos sobre cognição, tipos de inteligência e cultura trouxeram diferentes pontos de vista em relação à aprendizagem/ensinagem, quebrando paradigmas e levando a novas reflexões sobre esse processo e sua aplicação nas práticas pedagógicas (ANASTASIOU et al, 2004). Nesse interim, múltiplas possibilidades de metodologias ativas de ensino-aprendizagem foram desenvolvidas e amplamente divulgadas (BRASIL, 2012), dentre elas os mapas conceituais, em que os conceitos estudados são inseridos no interior de formas geométricas, e as relações entre eles são especificadas por linhas que podem ou não possuir termos/frases explicativas, que procuram clarear relações proposicionais significativas. Assim, nesse tipo específico de metodologia, são necessários três elementos fundamentais: conceito, proposição e palavra(s) de enlace" (SOUZA et al, 2010), e atualmente, a construção de um mapa pode acontecer via tecnologia de informação (TIC), a partir de softwares desenvolvidos para este fim (FERREIRA et al, 2012). Assim, o presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência adquirida pela equipe de docentes de um curso de Fisioterapia de uma Universidade do Centro-Oeste brasileiro, na orientação da construção de Mapas Conceituais pelos discentes do primeiro período do curso, como fechamento de disciplinas do ciclo básico de ensino. Descrição: Os estudantes receberam o plano de aprendizagem das disciplinas que iriam cursar, e a ideia da apresentação do Mapa Conceitual como fechamento da disciplina, constava no plano específico de uma disciplina, sendo discutida nesse primeiro contato. A professora foi responsável por explicar ao alunado o que são metodologias ativas de ensino, definindo por fim o mapa conceitual e seus objetivos, além de deixar claro qual é o papel esperado dos estudantes e dos avaliadores. A construção do mapa conceitual foi retomada em diferentes momentos no decorrer do semestre. A orientação dada foi para que todo o conteúdo trabalhado na disciplina constasse no mapa, e além disso, os estudantes deveriam usar o software adequado para a construção de mapas conceituais, neste caso, o programa utilizado foi CMAP TOOLS®, para que desenvolvessem a habilidade de trabalhar com a ferramenta, sendo útil durante toda a vida acadêmica, bem como a vida profissional. Ao final, os estudantes apresentaram os Mapas Conceituais na forma de pôster, em um dos corredores mais movimentados da instituição, para que pudessem ter contato com estudantes das diversas áreas de conhecimento, aprimorando assim a habilidade de falar em público, bem como postura diante de outras pessoas e capacidade de diálogo e argumentação. Impactos: O Mapa Conceitual levou o estudante a construção de conceitos de forma organizada e baseada em sua estrutura cognitiva, numa rede de relações multilineares, não restritas ao pensamento cartesiano. Além disso, essa metodologia permitiu o desenvolvimento do trabalho em equipe, aumento na autonomia do aluno e também o início do processo de rompimento com o modelo tradicional de ensino, características também observadas em outros estudos com metodologias ativas de ensino. Considerações: O mapa conceitual demonstrou-se como uma relevante estratégia de avaliação do processo de ensino-aprendizagem, e pode ser utilizada no ensino, na pesquisa e em reflexões sobre a prática em fisioterapia.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.