A NOVA PROPOSTA DE PROJETO INTEGRADOR DO CURSO DE FISIOTERAPIA DO UNIPÊ: DA ARTICULAÇÃO À IMPLANTAÇÃO

Aliceana Ramos Romão de Menezes Araújo, Andréa Carla Brandão da Costa Santos, Jânia de Faria Neves, Juliana Nunes Abath Cananea, Maria Elma de Souza Maciel Soares, Rafaela Gerbasi Nóbrega Quartarone, Rosa Camila Gomes Paiva

Resumo


Introdução: Projetos Integradores (PI) são ferramentas didáticos-pedagógicas que têm como objetivo estimular a aprendizagem significativa e participativa a partir de uma atividade que integra temáticas diversas. Na sua construção, os PI's devem considerar aspectos pedagógicos e metodológicos básicos, cumprindo prerrogativas que levem em conta o respeito à relação nível de complexidade da atividade - capacidade crítica exigida pelo período letivo em que ele se encontra; articulação de componentes curriculares; factibilidade da proposta tempo de execução da atividade e regras de construção e avaliação dos resultados. Tradicionalmente, o curso de Fisioterapia do UNIPÊ possui uma estrutura de PI que articula horizontalmente, de maneira direta, e transversalmente, de maneira indireta, os nove períodos letivos. Com a implantação da nova matriz curricular advinda da Cruzeiro do Sul, o curso se viu desafiado a propor um novo PI para o curso. Assim, o objetivo desse relato é apresentar a nova proposta de projeto integrador para o curso de Fisioterapia, iniciada como piloto em 2019.1. Descrição: A nova proposta de PI surgiu a partir de uma experiência partilhada pelo curso de Fisioterapia da Faculdade da Serra Gaúcha em um evento promovido pela Cruzeiro do Sul. Para isso, os membros do NDE propuseram um PI chamado de Teias do Conhecimento. A atividade seria feita a partir de uma adaptação da espiral construtivista da aprendizagem baseada em problemas (problem based learning - PBL) para a análise e resolução de situações problemas e a apresentação seria realizada através de mapas mentais. A situações problemas foram criadas por docentes do P1 e articulam as especialidades da Fisioterapia, com patologias ou condições clínicas comuns ao dia a dia dos alunos. Na manhã da atividade, a turma foi dividida em grupos de, no máximo 10 alunos. Em seguida, procedeu-se a explicação sobre as finalidades da atividade, etapas e estrutura. Em seguida, foi entregue a cada grupo uma situação problema diferente e um tempo de 2h/a para apreciação. A situação problema deveria ser analisada identificando os componentes curriculares que comporiam o mapa mental. Ao final da atividade, os grupos apresentariam suas considerações a uma banca examinadora composta por docentes do primeiro período. Impactos: A preocupação inicial para a aplicação da atividade era a de que, por não ter sido feita de maneira processual, como o que ocorreria nos demais períodos letivos, a adesão e o comprometimento das turmas não ocorresse de maneira satisfatória. Entretanto, muitas reflexões dos discentes incluíram debates sobre temáticas que eles só irão ver em fases mais avançadas de suas formações. As interferências dos demais grupos dando suas opiniões e defendendo seus pontos de vista também foi um achado bastante feliz da atividade. As pequenas intercorrências que ocorreram não comprometeram o resultado final. A avaliação da banca foi bastante positiva tendo sido, inclusive, ponto para discussões sobre a estrutura do projeto integrador para o curso nos próximos períodos. Considerações: A partir da experiência percebeu-se que PI's mais enxutos e feitos em um único momento podem ser tão enriquecedoras para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais quanto PI's executados de maneira processual.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.