ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS DE MULHERES COM E SEM INCONTINÊNCIA URINÁRIA ATENDIDAS EM UM HOSPITAL ESCOLA DO SUL DO BRASIL: RESULTADOS PRELIMINARES

Hedionéia Maria Foletto Pivetta, Melissa Medeiros Braz, Jade Wienandts Nonato, Luana Farias dos Santos, Thais Nogueira de Oliveira Martins

Resumo


INTRODUÇÃO: A incontinência urinária (IU) é definida como qualquer perda involuntária de urina e que pode trazer repercussões físicas, emocionais e sociais. Estima-se que 21,4% das mulheres acima de 40 anos sejam acometidas pela IU e sua prevalência tende a aumentar com a idade. OBJETIVOS: Identificar as características sociodemográficas de mulheres continentes e incontinentes urinárias que estão em acompanhamento fisioterapêutico em um hospital escola do Sul do Brasil. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório vinculado ao projeto intitulado “Atenção fisioterapêutica à mulher climatérica: aspectos de incontinência urinária e oncologia mamária” realizado mediante a aprovação do Comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sobre o parecer nº 912.830. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado com questões abertas e fechadas. As variáveis analisadas foram a idade, a cor, situação conjugal, nível de escolaridade, tipo de moradia e saneamento básico. Participaram do estudo 10 mulheres, divididas entre 2 grupos, o grupo controle de mulheres continentes (GC) e o grupo de incontinência urinária (GIU). A coleta de dados ocorreu entre junho e julho de 2015. A análise dos dados foi realizada por média de frequência simples e os resultados são exibidos em forma descritiva, expressos em percentuais. RESULTADOS: A média de idade do GC foi 58,4 anos e do GIU de 53,2 anos. No GIU 5 (100%) das mulheres se auto referiram brancas, sendo que no GC 4 (80%) se declararam brancas e 1 (20%) parda. Com relação à situação conjugal, no GIU 4 (80%) são casadas, enquanto que no GC 2 (40%) são casadas, 2 (40%) viúvas e 1 (20%) divorciada. Quanto à escolaridade, 2 (40%) mulheres do GIU relataram ter o ensino fundamental incompleto, 2 (40%) ensino médio completo e 1 (20%) o ensino superior incompleto, no GC 2 (40%) ensino fundamental incompleto, 1 (20%) ensino fundamental completo e 2 (40%) informaram ter o ensino médio completo. Em relação à moradia, nos grupos prevaleceram as moradias de alvenaria, porém no GIU, 1 mulher (20%) referiu morar em casa de madeira e no GC, 1 (20%) mulher relatou morar em casa do tipo mista. Quanto ao saneamento básico, 5 (100%) das mulheres do GIU relataram ter acesso à luz elétrica, água encanada, rede de esgoto e coleta de lixo regular, porém 1 (20%) mulher do GC afirmou não ter acesso à água encanada e rede de esgoto residencial. CONCLUSÃO: Podemos inferir que o GIU apresenta a menor média de idade, o maior nível de escolaridade e todas as mulheres são casadas. Em relação à cor, moradia e saneamento básico, os grupos se assemelham. Para o grupo estudado, os fatores sócio-demográficos não se constituíram em fatores determinantes para o desenvolvimento da incontinência urinária.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.