AVALIAÇÃO DO GRAU DE FADIGA EM PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA E SUAS VARIÁVEIS

Mayra Alves Meireles, Pâmella de Rezende, Rebeka Prado, Thais Cardoso, Thuanny Barberiz

Resumo


INTRODUÇÃO: A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica que acarreta na destruição da mielina o que leva à uma falha na condução dos impulsos nervosos. Normalmente a doença se manifesta rapidamente, com períodos de “surto” e fases de “remissão”. Dependendo das áreas afetadas, os sintomas podem variar bastante, e a EM pode ter de graus leves aos mais graves de acometimento. São uns dos sintomas: Formigamento, adormecimento ou fraqueza; dor associada; vista embaçada; sensação de choques; alteração do equilíbrio/marcha; tremor nas mãos; fala dificultada; tonturas; e fadiga excessiva. A causa mais aceita é advinda de predisposição genética e fator ambiental desconhecido presente no individuo. Nesta pesquisa foi utilizada a Escala de impacto da fadiga modificada-MFIS composta por 21 questões com escores de 0 a 4 para cada item, sendo que o escore total varia de 0 a 84 pontos. Valores abaixo de 38 correspondem à ausência de fadiga, e acima deste valor, quanto maior o escore, maior o grau de fadiga do indivíduo. OBJETIVOS: Avaliar o grau da fadiga em portadores de esclerose múltipla correlacionando com variáveis de sexo, idade, e tempo de diagnóstico. METODOLOGIA: A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo-exploratório, de caráter transversal,desenvolvido no Ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Os critérios de inclusão utilizados foram: pessoas portadoras de Esclerose Múltipla, sem idade ou sexo pré-determinados. Por meio do questionário MFIS (Escala de Impacto da Fadiga Modificada), avaliamos a fadiga – que é considerada um dos sintomas mais comuns e incapacitantes entre os pacientes com esclerose múltipla (EM). Entrevistamos 14 pacientes, que chegavam em demanda espontânea no local. O tempo da coleta foi de três semanas, sendo o encontro com os pacientes somente uma vez na semana na recepção do ambulatório, no período da manhã. RESULTADOS: Foram entrevistadas 14 pessoas sendo 9 mulheres e 5 homens, com idade entre 19 e 82 anos. Dos entrevistados somente 6 possuem algum grau de fadiga, ou seja atingiram um score total >38 na Escala de impacto da fadiga modificada (MFIS), dentre eles 4 são homens e 2 mulheres. De acordo com a faixa etária, na faixa de 19 à 26 anos um possui grau de fadiga, de 38 à 43 anos dois possuem grau de fadiga e de 47 à 82 anos três possuem grau de fadiga e em maior grau que as demais faixas etárias. Em relação ao tempo de diagnóstico, com 0 a 5 anos tiveram 3 pessoas com grau de fadiga e acima de 5 anos tiveram também 3 pessoas com graus variados de fadiga. CONCLUSÃO: Pode-se observar que quanto maior a faixa etária dos portadores de esclerose múltipla maior o numero de itens pontuados na MFIS,ou seja maior grau de fadiga, assim como o gênero também influencia sendo o de maior frequência no sexo masculino e com relação ao tempo de diagnostico não houve diferença significativa nos resultados.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.