CONTROLE POSTURAL VERSUS USO DA MOCHILA ESCOLAR EM CRIANCAS ESCOLARES: ESTUDO PILOTO

Dirce Shizuko Fujisawa, Aryane Karoline Vital de Souza, Jéssica Caroliny de Jesus Neves, Jessica Cristina Leite

Resumo


INTRODUÇÃO: O controle postural refere-se às reações musculares para manutenção da linha de gravidade dentro da base de apoio, sendo que, o uso da mochila escolar pode modificar esse mecanismo. OBJETIVOS: Avaliar o controle postural associado aos diferentes pesos da mochila escolar em crianças. METODOLOGIA: Estudo piloto, com amostra constituída por dez crianças, entre sete e oito anos de idade, ambos os sexos, de uma escola da Rede Municipal de Londrina/PR. A coleta dos dados incluiu informações de identificação, antropométricas e avaliação do controle postural por meio da plataforma de força (PF) portátil, considerada padrão ouro. O controle postural foi avaliado e aleatorizado em condições distintas: sem e com o uso da mochila escolar (5% e 10% do peso corporal). As crianças foram avaliadas na PF com os olhos abertos, direcionados a um ponto fixo, orientadas a ficarem em posição ortostática com pés descalços e a permanecerem por 30 segundos, em apoio bipodal (pés juntos), em três tentativas. Devido às cargas impostas pela mochila, os participantes foram orientados que em qualquer desconforto ou incomodo, o teste poderia ser interrompido. Foi realizado descanso de 30 segundos entre as tentativas. Para os resultados, foi considerada a média das três tentativas na PF. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para verificar a normalidade, os dados foram tratados estatisticamente por analise de variância e p<0,05. RESULTADOS: Foram avaliadas 10 crianças, 9 (90%) crianças com sete anos e 1 (10%) de oito anos, 7 (70%) eram meninos e 3 (30%) meninas. A mochila usual das crianças estava dentro dos limites de 10% do peso corporal (2.100 Kg ± 1,59) e 60% das crianças utilizavam as com duas alças e 40% com rodinhas. A média da área do centro de pressão (COP) nas diferentes condições sem mochila, com 5% e 10% do peso corporal, foi de 7,15 (±2,01), 7,89 (±2,51) e 8,27 (±2,51), respectivamente. Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes na analise das relações entre a área de COP sem mochila e com 5% do peso corporal (p=0,71), sem mochila e com 10% do peso corporal (p=0,48) e, ainda, com 5% e 10% do peso corporal (p=0,91). CONCLUSÃO: Observou-se que os diferentes tipos de cargas impostas pelo peso das mochilas escolares não influenciam diretamente no controle postural de crianças entre sete e oito anos, quando dentro dos limites recomendados. Além disso, foi analisado também que as crianças estavam utilizando mochilas dentro das recomendações, quanto ao seu peso, provavelmente, relacionada ao fato de que a escola possuía um armário individual para guardar os materiais escolares de cada aluno. No entanto, ressalta-se a necessidade de mais estudos, de preferência, com tamanho amostral maior.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.