INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM JOGADORAS DE VOLEIBOL DE SANTA MARIA-RS

Letícia Fernandez Frigo, Daiane Fontana Bordin, Caio Alexandre Parra Romeiro

Resumo


INTRODUÇÃO: O voleibol é um dos esportes recreativos e de competição mais populares e com maior êxito no mundo. Como o voleibol é caracterizado como uma atividade esportiva de alto impacto, quando praticado sem orientação adequada pode vir a interferir no bem-estar físico de muitas atletas através, por exemplo, de disfunções pélvicas, como a incontinência urinária. Conforme Soares, Galvão e Silva [4], a Incontinência Urinária (IU) é vista como uma perda involuntária de urina causando dificuldades sociais e de higiene para a mulher. episódios de perda urinária durante as atividades físicas, mesmo na ausência de qualquer outro tipo de sintomas. OBJETIVOS: Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a incidência de incontinência urinária em jogadoras de voleibol de Santa Maria-RS. METODOLOGIA: "Pesquisa quantitativa, do tipo descritivo. A amostra do estudo foi composta por 23 voluntárias, do sexo feminino, praticantes de voleibol amadoras, com faixa etária de 23 a 42 anos. A coleta foi realizada após a autorização do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Franciscano de Santa Maria sob o número de registro CAAE 41655114.7.0000.5306. As voluntárias responderam a ficha de identificação e avaliação adaptada de Moreno, a fim de avaliar os sintomas urinários e pélvicos das participantes e sua história ginecológica e o Questionário ICIQ-SF, o qual é composto por três questões relacionadas à freqüência, gravidade da perda urinária e seu impacto na qualidade de vida (QV). Ao final foi entregue cartilhas para as voluntárias, contento exercícios para o Assoalho Pélvico (AP) a fim de orientar quanto à prevenção de disfunções pélvicas, e para um treinamento eficaz foi orientado que realize os exercícios detrês a quatros vezes por semana. RESULTADOS: A população deste estudo foi composta por 23 jogadoras com massa corporal de 55 kg a 70 kg, com média de 61, 909 kg. Com relação ao questionário ICIQ-SF, que avaliou o impacto da IU na QV das atletas, o escore obtido foi de 0 a 7, com média de 1,22 pontos, sendo 73,91% (17) apresentaram escore de zero sem impacto,13,04% (3) apresentaram escore de 1-3 pontos impacto leve, 8,69% (2)de 4-6 pontos impacto moderado, e 4,34% (1) de 7-9 pontos impacto Grave. Já quando aplicada a ficha de avaliação Moreno (2009) 30,43% (7) apresentaram queixa de incontinência urinaria, e 69,56% (16) não apresentaram, sendo que as que apresentam queixa perdem urina antes de chegar ao banheiro, 100% (23) relatam urinar na posição sentada. Quando perguntadas sobre a retenção urinaria 4,34% (1) afirmam segurar a urina por mais tempo após o desejo, 8,69% (2) apresentam constipação, e 91,30% (21) não apresentam constipação,21,73% (5) fazem uso do anticoncepcional e 78,26% (18). Sobre a vida sexual 86,95% (20) relatam ter uma ótima vida sexual, 13,04% (3) boa e 8,69% (2) referem dor durante a relação. CONCLUSÃO: Assim, é possível constatar que atividades físicas como o voleibol podem interferir na vida das atletas, podendo levar ao desenvolvimento da IU. Verificou-se a incidência de IU nestas mulheres. A fisioterapia é uma alternativa importante no tratamento desta patologia.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.