A AUTOPERCEPÇÃO DE ACADÊMICOS DE FISIOTERAPIA DAS DIFICULDADES ADAPTATIVAS NA VIDA UNIVERSITÁRIA

Felismar Manoel, Mônica Manhomi de Paula, Priscila Carreiras Botelho, Jefferson Braga Caldeira, Simone Andrade de Almeida e Silva, Alvaro Camilo Dias Faria

Resumo


INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, houve um aumento do número de ingressantes nas universidades, mas junto a esse fenômeno, as instituições de ensino deparam-se com acadêmicos que manifestaram dificuldades na adaptação à vida universitária. Pressupõe-se que as experiências positivas acadêmicas estão associadas à melhor adaptação do universitário, o que consequentemente diminuiria os efeitos do estresse e da ansiedade. OBJETIVOS: Avaliar a percepção dos acadêmicos de Fisioterapia, com relação às suas dificuldades adaptativas na vida universitária. METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento de prevalência das principais queixas em um total de 54 discentes (1o, 3o, 5o e 7o períodos) do Curso de Fisioterapia da UNIGRANRIO. Esse levantamento aconteceu através de um questionário semiestruturado desenvolvido pelo GEFISIO/UNIGRANRIO, avaliando o nível de dificuldade quanto à: Incorporar novos conceitos; manter foco no mesmo assunto; lembrar assuntos estudados; e autocontrole diante das tensões. Os dados parciais foram analisados por estatística descritiva através do programa Excel 2007. O presente estudo foi previamente aprovado no Comitê de Ética da UNIGRANRIO (CAEE 22338813.6.00005283). RESULTADOS: As investigações mostraram que, de um N=54 estudantes, sendo 46 sexo feminino e 8 sexo masculino, o total de alunos com pouca dificuldade em relação ao nível de compreensão de novos conceitos foi de 28 (52,8%), e o total de alunos que apresentaram algum nível de dificuldade em incorporá-los foi de 46 (86,8%). Com relação aos assuntos estudados e a dificuldade em relembrar os assuntos tratados, a maior parte do grupo (N=20, 37%) relatou pouca dificuldade, de um total de 50 (92,6%) alunos com algum tipo de dificuldade. Com relação ao autocontrole das tensões, foi identificado um equilíbrio maior das respostas, contudo, tendo ainda um relato discretamente maior (N=19, 35,2%) para o pouco equilíbrio mediante as tensões e um total de 15 estudantes (27,8%) para regular, contudo, 45 alunos, (83,3%) apresentaram algum nível de dificuldade em ter autocontrole diante de tensões. No último tópico avaliado, que é manter o foco em um mesmo assunto, verificou-se que o nível de dificuldade com maior número de relatos apresentando classificação regular (N=22) e logo em seguida 20 indivíduos relataram pouca dificuldade em manter o foco no mesmo assunto. Em um total de 54 entrevistados, 87,4% apresentaram algum nível de dificuldade em manter focado no mesmo assunto. CONCLUSÃO: Na análise do perfil desse pequeno extrato de discentes do Curso de Fisioterapia (ingressantes ou veteranos), quanto à adaptação a vida universitária, ficou demonstrado que deve haver uma preocupação em formulação de estratégias para que essas dificuldades relatadas não produzam impacto negativo na vida acadêmica dos mesmos. Futuros estudos se fazem necessários, com um maior contingente de alunos, para melhor esclarecimento dessa hipótese.

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.