A ROSA DA SABEDORIA: REVENDO O CURRÍCULO EM SUAS FRAGILIDADES E POTENCIALIDADES

Maria Elma de Souza Maciel Soares, Jânia de Faria Neves, Andréa Carla Brandão da Costa Santos, JULIANA Nunes Abath Cananéa, Risomar da Silva Vieira, Rosa Camila Gomes Paiva, Ana Margarida Trindade do Valle

Resumo


INTRODUÇÃO: Os currículos dos cursos de formação de profissionais da saúde vêm passando por críticas severas na última década. Isso porque a formação de profissionais da saúde precisa estar orientada para a concretização do direito à saúde da população garantida pela Constituição Federal de 1988. Em que pesem as críticas, há um consenso de que os currículos em saúde não estão orientados para as práticas baseadas em experiências e vivências que são necessárias para uma formação crítica, que reflete sobre a realidade como caminho para conhecer e intervir nos reais problemas da população. Posto isso, refletir constantemente sobre o currículo e a forma como ele se espraia na formação dos aprendentes é uma necessidade cotidiana, visto que a formação não pode ser inerte e nem se esgota em si mesma. DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A “Rosa da Sabedoria”, como foi denominada pelos participantes de sua construção, foi uma estratégia realizada no formato de painel integrado durante o planejamento didático para o semestre 2015.1. A construção partiu do preenchimento de uma ficha composta por três itens: as âncoras (conceito baseado na proposta de David Ausubel na teoria da aprendizagem significativa), as potencialidades e as fragilidades/dificuldades de cada componente curricular. Coube a cada docente fazer esse levantamento em todos os seus componentes curriculares. Finalizada essa etapa, essas fichas foram fixadas em pétalas que constituíam a Rosa. Cada pétala representava um período letivo do curso. As fichas foram analisadas pela equipe do núcleo docente estruturante, que elaborou um relatório No encontro seguinte, o resultado desse relatório foi apresentado aos docentes que puderam observar quais componentes se relacionam mais diretamente e qual o nível de dependência entre eles (principalmente as âncoras relacionadas ao conteúdo programático). Ao término da apresentação desse panorama do currículo, os docentes foram convidados a conversar entre si, para propor soluções que deveriam ser executadas já no semestre 2015.1. IMPACTOS: Uma vez, que se trata de mudanças cujos resultados são perceptíveis em médio e longo prazos, dados sobre o impacto no processo de ensino e aprendizagem e no ENADE só poderão ser avaliados nos próximos semestres. Contudo, é perceptível uma mudança de atitude dos docentes ao planejar seu componentes baseando-se nas necessidades impostas pelo currículo e pela formação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Estratégias que se destinam a repensar o currículo de forma a adequá-lo as reais necessidades da formação podem empreender mudanças positivas na formação dos profissionais de saúde."

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.