IMPACTO DA GINÁSTICA LABORAL EM UM GRUPO ISOLADO DE COSTUREIROS NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE

Laiza Oliveira Mendes, Bartolomeu Fagundes de Lima Filho, Clara Janyelle Gomes de Carvalho, Ilane Cristina da Silva, Larissa Melo de Souza, Heloísa Maria Jácome de Souza Britto, Luiz Eduardo Lima de Andrade

Resumo


INTRODUÇÃO: Os trabalhadores de facções de costura apresentam inúmeros problemas osteomioarticulares, e as exigências impostas pelas empresas tornam o ambiente de trabalho muito estressante e com impactos negativos à saúde. Nesta perspectiva, a ginástica laboral (GL) surge como uma excelente ferramenta no processo de promoção da saúde do trabalhador. OBJETIVOS: Avaliar o impacto da GL a partir da discussão da recorrência de intensidade de dor em um grupo isolado de costureiros de um Município do interior do Rio Grande do Norte, através de atividades desenvolvidas pela equipe de graduandos em Fisioterapia. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal, no qual foram avaliados 40 costureiros por meio do Mapa do Desconforto Postural (MDP), sendo que apenas 20 participavam das atividades da GL, que acontecia 2 dias/semana, durante vinte minutos, antes do expediente. Até a avaliação através do MDP, foram realizadas 27 sessões de GL. RESULTADOS: Dentre os 40 costureiros avaliados, 13 (32,5%) eram do sexo masculino e 27 (67,5%) eram do sexo feminino. No grupo que Participavam da Ginástica Laboral (PGL), 70% era do sexo feminino, já no grupo que Não Participavam da Ginástica Laboral (NPGL), 65% era do sexo feminino. De acordo com o MDP, os costureiros do grupo NPGL apresentavam percentualmente dores mais fortes em diversas articulações se comparado ao grupo PGL. Os locais mais comuns de dor foram pescoço (90%) e coluna lombar (87,5%). Foi verificado que a dor no pescoço de moderada a forte era comum a todos os trabalhadores que PGL (60%) e NPGL (55%), fato que está associado a não execução de exercícios específicos para essa parte do corpo. Já para coluna lombar, segundo local de maior dor referida, verificou-se que a dor era mais leve (40%) ou inexistente (20%) no grupo PGL, e mais forte (30%) e moderada (50%) para os trabalhadores do grupo NPGL. Nenhum resultado teve significância estatística (p ? 0,05), fato esse justificado pela pequena amostra. CONCLUSÃO: Os costureiros do grupo PGL apresentaram dor em menos lugares, quando comparados ao grupo NPGL, ou seja, a prática da GL pode estar associada a menos dor oriunda do trabalhado, tornando-a mais fraca a sua percepção.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.