PREVALÊNCIA DE QUEDAS E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Maria Amanda de Farias Bezerra, Louise Natália Mesquita Belém, Fabienne Louise Juvêncio dos Santos Amaral, Javier Jerez-Roig, Kenio Costa Lima

Resumo


INTRODUÇÃO: O progressivo crescimento da população idosa, principalmente nos países em desenvolvimento, traz, por conseqüência, uma preocupação significativa em relação à ocorrência de quedas nessa faixa etária, e assim, uma maior abordagem sobre o assunto. Em razão da sua elevada frequência, as possíveis morbidades associadas, e os elevados custos com os cuidados em saúde, a queda em idosos já é considerada um problema de saúde pública. OBJETIVOS: Apresentar a prevalência de quedas e risco de queda em idosos institucionalizados. METODOLOGIA: Refere-se a um estudo observacional, do tipo transversal, realizado em 10 Instituições de Longa Permanência para Idosos do município de Natal-RN. Os idosos foram entrevistados quanto à ocorrência de quedas nos últimos 30 dias. No entanto, quando não possuíam capacidade cognitiva preservada, era questionado ao profissional de saúde e/ou cuidadores. O risco de queda foi avaliado pela escala equilíbrio de Berg (EBB). A pontuação desta vai de 0 a 56, e é considerado risco de queda o valor igual ou menor a 36. Os critérios de inclusão para realizar o teste da EEB foram: possuir capacidade de se manter em pé sem ajuda de outra pessoa e compreender os comandos verbais para a realização do mesmo. Foi utilizado o programa estatístico SPSS versão 20.0 para realização da análise descritiva, considerando-se um Intervalo de Confiança (IC) de 95%. RESULTADOS: A amostra total foi de 321 idosos, sendo a maioria do sexo feminino (75,4%) e idade média de 81,5 (IC 95%: 80,5-82,5) anos. Do total de entrevistados, 78 (24,3%) conseguiram realizar a EEB. Destes, 34,6% (IC 95%: 25,0-45,7) possuíam risco de queda, sendo obtida uma média de 39,1 (IC 95%: 36,8-41,5) pontos na escala. A prevalência de quedas foi de 6,5% (IC 95%: 4,3-9,8) e, dentre estes idosos, a maioria sofreu apenas uma queda (4,7%). A hipertensão foi a patologia com maior predomínio (43%), seguida de diabetes (23,4%), Alzheimer (23,4%), e outros declínios mentais (21,8%). Apenas 18,4% dos idosos praticavam alguma atividade física. CONCLUSÃO: Para a população idosa, as quedas têm se tornado cada vez mais prevalentes e devem receber a devida importância pelo grande impacto que causam na vida do idoso. A prática de exercícios físicos constitui uma das melhores formas de se evitar os fatores que predispõem ao risco de quedas, assim como, a conscientização dos cuidadores de idosos com relação a medidas preventivas e de segurança.

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.