QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

Ricardo Goes de Aguiar, Rayane Rabelo Ferraz Viana, Neidimila Aparecida Silveira, Giselle de Carvalho Brito, Adriana Andrade Carvalho

Resumo


A singularidade do trabalho do Agente Comunitário de Saúde (ACS) como mediador do acesso a direitos sociais na região em que vive pode levar a sobrecarga física e mental. O objetivo deste trabalho foi analisar a Qualidade de Vida no Trabalho dos ACS que atuavam no município de Lagarto, Sergipe. Trata-se de um estudo transversal com ACS com pelo menos um ano de atuação na função no município, abordando Qualidade de Vida no Trabalho pelo modelo de Walton e aspectos socioeconômicos. Os dados foram digitados e a análise estatística descrita foi realizada utilizando o EPi Info, versão 6.0 d. A maioria dos entrevistados era do sexo feminino (77,5%), com ensino médio completo (68,3%), residindo na área de abrangência da unidade (82,5%). Estavam insatisfeitos ou muito insatisfeitos com o salário, benefícios extras, distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual, oportunidade de crescimento profissional, treinamentos e respeito aos direitos do trabalhador. Por outro lado, estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com a importância do trabalho, relacionamento com colegas e chefes, comprometimento com o trabalho, respeito à individualidade e relevância social. Espera-se que o estudo subsidie ações destinadas à melhoria das condições de vida e trabalho desses trabalhadores.

Palavras-chave


Estratégia Saúde da Família; Agente Comunitário de Saúde; Qualidade de Vida; Satisfação no Emprego

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DOI: https://doi.org/10.18310/2358-8306.v5n9.p42

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A revista Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia foi avaliada como B2 na área de Ensino, B3 na área de Serviço Social, B4 nas áreas de Saúde Coletiva, Interdisciplinar, Enfermagem e Educação Física e B5 na área de Medicina II e Arquitetura, Urbanismo e Design no QUALIS/CAPES - Quadriênio 2013-2016.