ANÁLISE DAS FORMAÇÕES COLETIVAS OFERTADAS AOS TRABALHADORES DE UM HOSPITAL PÚBLICO: O CASO DO GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO

Fabricio Felipe Quadros, Lisiane Boer Possa

Resumo


Este estudo buscou analisar e descrever atividades de formação coletivas ofertadas aos trabalhadores do GHC, verificando quais tecnologias do cuidado se associam à formação de 2013.  Tem-se como pressuposto que as atividades de formação refletem o modelo tecnoassistencial da instituição. Buscou-se caracterizar oferta de atividades considerando: responsáveis que as desenvolvem, analisar a oferta para as áreas meio e assistencial, e distinguir entre aquelas oferecidas institucionalmente e pelas equipes; categorias profissionais atuantes no GHC que realizaram formação; tipologias das atividades formativas ofertadas e as temáticas ofertadas e sua relação com as tecnologias do cuidado, modos de produção e modelagens tecnoassistenciais em saúde. Este estudo caracterizou-se como Estudo de Caso descritivo de análise documental com abordagem quanti-qualitativa.1 Observamos que as equipes foram as maiores responsáveis pela formação, ofertando atividades voltadas para o segmento assistência/fim. Já as institucionais foram atividades caracterizadas pela participação significativa do segmento apoio/meio. Percebeu-se, a tentativa de proporcionar atividades integrativas entre esses segmentos. Verficou-se que os trabalhadores assistenciais foram os maiores beneficiados e que trabalhadores de alguns cargos apresentam poucos concluintes considerando sua representação no GHC. As atividades mais realizadas são: Treinamento ou Capacitação, possuindo características de transmissão de conhecimento, sendo antagonista às características da educação permanente, refletindo nos resultados das tecnologias do cuidado. Os resultados tecnologias leve/duras, representaram o maior quantitativo das formações, seguida pelas tecnologias duras, o que reflete o modelo tecnoassistencial hegemônico na instituição. Espera-se que este estudo possa servir de reflexão para contribuir para qualificar os processos de formação coletivos realizados no GHC.


Palavras-chave


Educação em Saúde, Educação Permanente, Tecnologias do Cuidado em Saúde, Modelos Tecnoassistenciais.

Texto completo:

PDF

Referências


¹ Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman; 2005. 3ed.

² Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Gerência de Informática. Sistema de informações administrativas. Porto Alegre: Grupo Hospitalar Conceição, 2014. Software.

Brasil. Assembleia Constituinte. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. Disponível em:. Acesso em: 09 jun 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Diretrizes organizacionais do GHC. Disponível em: . Acesso em: 12 dez 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Escola GHC. Formação no GHC. Disponível em: Acesso em: 12 dez 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS – ParticipaSUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho Educação e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. A educação permanente entra na roda: pólos de educação permanente em saúde: conceitos e caminho a percorrer. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

______. Documentos preparatórios para a 3º Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde: trabalhadores da saúde e a saúde de todos os brasileiros práticas de trabalho, gestão, formação e participação. Brasília: Ministérios da Saúde, 2006.

______. Programa de Qualificação e Estruturação da Gestão do Trabalho e da Educação no SUS – ProgeSUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

Merhy EE. O desafio que a educação permanente tem em si: a pedagogia da implicação. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, 9(16): 172-174; 2005.

Ceccim RB, Ferla AA. Educação e saúde: ensino e cidadania como travessia de fronteiras. Trabalho Educação e Saúde, Rio de Janeiro, 6(3): 443-456; nov. 2008/fev. 2009.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O Quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, controle social. Physis, Rio de Janeiro, 14(1): 41-65; 2004.

______ . Saúde: A cartografia do trabalho vivo. São Paulo. Hucitec, 2002.

FRANCO, Túlio Batista; MAGALHÃES JÚNIOR, Helvécio Miranda. Integralidade na assistência à saúde. In: MERHY, Emerson Elias et al. (Orgs.) O Trabalho em saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano. São Paulo: Hucitec, 2004. 2ed.

______ . Em busca do tempo perdido: A micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy EE, Onocko R. (Org.). Agir em Saúde: um desafio para o público. São Paulo: Hucitec, 1997. p. 2-18.

Franco TB. Healthcare Production and Pedagogical Out Put: Integration Of Healthcare System Settings In Brazil. Interface, Comunic., Saúde, Educ., 11(23): 427-438; set/dez 2007.

______. Reestruturação produtiva e transição tecnológica na saúde: um olhar a partir do cartão nacional de saúde. 2003. 19 f. Tese. (Doutorado em Saúde Coletiva - Universidade Estadual de Campinas). Campinas, 2003.

Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Gerência de Recursos Humanos. Normas Regulamentadoras para Atividade de Formação - 441/2009 (NAF/GTED/GRH). Porto Alegre: Grupo Hospitalar Conceição, 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Grupo Hospitalar Conceição. Gerência de Recursos Humanos. Dados dos Resultados de Formações Coletivas Realizadas em 2013. Núcleo de Atividades de Formação (NAF/GTED/GRH). Porto Alegre: Grupo Hospitalar Conceição, 2013.




DOI: https://doi.org/10.18310/2446-4813.2015v1n3p49-61

DOI (PDF): https://doi.org/10.18310/2446-48132015v1n3.356g53

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A revista Saúde em Redes foi classificada pelo Sistema Qualis-Periódico da CAPES no Quadriênio 2014/2016, período de sua criação, no estrato B1 na área de Ensino, no estrato B4 nas áreas de Enfermagem, Interdisciplinar, Psicologia, Saúde Coletiva e Serviço Social e no estrato B5 nas áreas de Geociências e Medicina II.

Indexada no LatindexDiadorimDOAJ; COLECIONASUS