Performance de enfermeiras alicerçada no trabalho colaborativo e em redes de atenção no cuidado de pessoas com lesão de pele

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18310/2446-4813.2020v6n2p53-66

Palavras-chave:

Saúde coletiva, Atenção primária à saúde. Níveis de atenção à saúde. Serviços de saúde. Enfermagem. Pele. Ferimentos e lesões.

Resumo

Objetivo: contextualizar a performance de enfermeiras alicerçada no trabalho colaborativo  em redes de atenção no cuidado de pessoas com lesão de pele. Método: pesquisa de abordagem qualitativa. A coleta das informações ocorreu em outubro de 2016, por meio de entrevista semiestruturada, com quatro enfermeiras que atuam no cuidado da pele em diferentes níveis de atenção. As informações foram submetidas à Análise de Conteúdo Temática. O estudo teve aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: do corpus da análise resultaram quatro categorias temáticas: acesso das pessoas com lesões de pele aos serviços de saúde; trabalho colaborativo e em redes de atenção; necessidade de fortalecimento das redes de atenção; ampliação de conhecimentos no cuidado da pele. Considerações finais: as enfermeiras, oriundas da atenção básica e/ou hospitalar, reconheceram-se inseridas em espaços de mediação, abrangendo as necessidades e demandas das pessoas com lesão de pele, reconhecendo a importância da promoção do acolhimento como estratégia fundamental ao trabalho em redes de atenção no cuidado da pele, bem como a adesão das pessoas com lesão ao tratamento e cura.

Biografia do Autor

  • Kellen Cristina Slongo, Secretaria Municipal de Saúde de Vale Real.
    Enfermeira especialista em Cuidado integral com a pele no âmbito da atenção básica.
  • Carmen Lúcia Mottin Duro, Escola de Enfermagem da UFRGS
    Docente adjunto da Escola de Enfermagem da UFRGS
  • Potiguara de Oliveira Paz, UFRGS
    Doutor em enfermagem
  • Alcindo Antônio Ferla, UFRGS
    Professor associado da UFRGS
  • Êrica Rosalba Mallmann Duarte, UFRGS
    Professora Titular da Escola de Enfermagem da UFRGS
  • Dagmar Elaine Kaiser, Escola de Enfermagem da UFRGS

    Doutora em Enfermagem

    Professora Associada da Escola de Enfemragem da UFRGS

Referências

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tabela 2010-2060 - Projeção da População (revisão 2018). 2018 [acesso 29 abr 2019]. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-detalhe-de-midia.html?view=mediaibge&catid=2103&id=2188

Bedin DM, Scarparo HBK, Martinez HA, Matos IB. Reflexões acerca da gestão em saúde em um município do sul do Brasil. Saúde Soc. 2014; 23(4):1397-1407.

Dantas DV, Torres GV, Nóbrega WG, Macedo EAB, Costa IKF, Melo GSM et al. Assistência a portadores de úlceras venosas baseada em protocolos: revisão de literatura em bases de dados eletrônicas. J Nurs UFPE on line. 2010; 4(spe):1944-50.

Baratieri T, Sangaleti CT, Trincaus MR. Conhecimento de acadêmicos de enfermagem sobre avaliação e tratamento de feridas. Rev Enferm Atenção Saúde. 2015; 4(1):2-15.

Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen n.º 0567/2018. Regulamenta a atuação da Equipe de Enfermagem no Cuidado aos pacientes com feridas. Brasília; 2018. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofenno-567-2018_60340.html

Silva JAM, Peduzzi M, Orchard C, Leonello VM. Educação interprofissional e prática colaborativa na Atenção Primária à Saúde. Rev Esc Enferm USP. 2015; 49(Esp2):16-24. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v49nspe2/1980-220X-reeusp-49-spe2-0016.pdf

Organización Panamenricana de La Salud. Redes Integradas de Servicios de Salud: Conceptos, Opciones de Política y Hoja de Ruta para su Implementación en las Américas. Washington: OPS. Serie: La Renovación de la Atención Primaria de Salud en las Américas Nº 4; 2010. Disponible en: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/31323/9789275331163-spa.PDF?sequence=1&isAllowed=y

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011.

Maceno PR, Heidemann ITSB. Desvelando as ações dos enfermeiros nos grupos da atenção primária à saúde. Texto Contexto Enferm. 2016; 25(4):1-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v25n4/pt_0104-0707-tce-25-04-2140015.pdf

Chiavenato I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Barueri: Manole; 2014.

Merhy EE. Um dos grandes desafios para os gestores do SUS: apostar em novos modos de fabricar os modelos de atenção. In: Merhy EE, Magalhães Jr HM, Rímoli J, Franco TB, Bueno WS. O trabalho em saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano. 3. ed. São Paulo: Hucitec; 2006. p. 15-36.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec; 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Resolução n.º 466 de 12 de dezembro de 2012. Aprova diretriz e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Conselho Nacional de Saúde. Brasília; 2012. Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf

Matuda CG, Pinto NRS, Martins CL, Frazão P. Colaboração interprofissional na estratégia saúde da família: implicações para a produção do cuidado e a gestão do trabalho. Ciência & Saúde Coletiva. 2015; 20(8):2511-21. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015208.11652014

Araújo EMD, Galimbertti PA. A colaboração interprofissional na estratégia saúde da família. Psicologia & Sociedade. 2013; 25(2):461-68. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/psoc/v25n2/23.pdf

Peduzzi M, Carvalho BG, Mandú ENT, Souza GC, Silva JAM. Trabalho em equipe na perspectiva da gerência de serviços de saúde: instrumentos para a construção da prática interprofissional. Physis. 2011; 21(2):629-46. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v21n2/a15v21n2.pdf

Supper I, Catala O, Lustman M, Chemla C, Bourgueil Y, Letrilliart I. Interprofessional collaboration in primary health care: a review of facilitators and barriers perceived by involved actors. J Public Health. 2015; 37(4):716-27. Available from: https://doi.org/10.1093/pubmed/fdu102

Farah BF, Dutra HS, Sanhudo NF, Costa LM. Percepção de enfermeiros supervisores sobre liderança na atenção primária. Rev Cuid. 2017; 8(2):1638-55. Disponível em: http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v8i2.398

Malaquias SG, Bachion MM, Sant’Ana SMSC, Dallarmi CCB, Lino Junior RS, Ferreira OS. Pessoas com úlceras vasculogênicas em atendimento ambulatorial de enfermagem: estudo das variáveis clínicas e sociodemográficas. Rev Esc Enferm USP. 2012; 46(2):302-10.

Acioli S, Kebian LVA, Faria MGA, Ferraccioli P, Correa VAF. Práticas de cuidado: o papel do enfermeiro na atenção básica. Rev Enferm UERJ. 2014; 22(5):637-42.

Freire P. Pedagogia do Oprimido. 21. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2011.

Downloads

Publicado

2020-09-23

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Slongo, K. C., Duro, C. L. M., Paz, P. de O., Ferla, A. A., Duarte, Êrica R. M., & Kaiser, D. E. (2020). Performance de enfermeiras alicerçada no trabalho colaborativo e em redes de atenção no cuidado de pessoas com lesão de pele. Saúde Em Redes, 6(2), 53-66. https://doi.org/10.18310/2446-4813.2020v6n2p53-66