Metodologias ativas no desenvolvimento das competências colaborativas de preceptores: um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11n3.4376Palavras-chave:
Preceptoria em Saúde, Educação Permanente em Saúde, Aprendizagem ColaborativaResumo
No contexto da formação profissional em saúde, espera-se que o preceptor tenha habilidades para mediar o aprendizado, instruir e promover o desenvolvimento de competências práticas para a formação dos discentes e profissionais. Este artigo descreve as experiências de um Grupo PET-Saúde Gestão e Assistência na organização e execução de um curso voltado à qualificação dos profissionais de saúde e preceptores atuantes no contexto da Atenção Básica. O curso de 70 horas foi elaborado para aproximar o objeto de formação das competências colaborativas a serem desenvolvidas pelos profissionais da área da saúde, garantindo uma qualificação a partir desta aquisição. A programação abrangeu atividades como workshop de diagnósticos, elaboração de mapas conceituais, competências em preceptoria, entre outras, culminando com apresentações de experiências profissionais, construindo uma trajetória compatível com o plano de educação permanente municipal. A decisão de utilizar metodologias ativas nesse processo formativo visou responsabilizar os profissionais por sua própria aprendizagem. O conceito de preceptoria foi destacado, permitindo vislumbrar as diversas nuances envoltas no papel do preceptor, assim como os desafios vivenciados. No entanto, algumas fragilidades foram identificadas nesse processo de formação, destacamos: a fragmentação da integração da gestão municipal à proposta de educação pelo trabalho, além da incipiência dos atores envolvidos com as metodologias ativas. A combinação das metodologias ativas como ferramenta pedagógica e a continuidade das contribuições da educação pelo trabalho trazidas pelo PET-Saúde são fundamentais para que se torne uma política indutora de mudanças na força de trabalho para o SUS.
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