Saberes, práticas e desafios da promoção da saúde no território Quilombola Kalunga
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11n3.4706Palavras-chave:
Promoção da saúde, Quilombolas, Equidade em saúde, Atenção Primária à Saúde, Sistema Único de Saúde, Saúde PúblicaResumo
Objetivo: Este estudo objetivou analisar o lugar da promoção da saúde voltada às comunidades remanescentes de quilombos Kalunga, Goiás, Brasil. Método: Trata-se de uma pesquisa-ação de abordagem qualitativa, desenvolvida com lideranças quilombolas, controle social, gestores e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) dos municípios de Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás e Cavalcante. Entre os dias 17 e 25 de novembro de 2021 realizou-se 15 entrevistas individuais e seis entrevistas coletivas, com a participação de 35 indivíduos. Também se desenvolveu a observação participante com registro em diário de campo. Resultados: A análise de conteúdo apontou inconsistência teórica do conceito de promoção da saúde, ausência de políticas públicas de equidade em saúde no território quilombola e inabilidade do Estado de enfrentar os determinantes sociais de saúde que interferem no processo de saúde-doença-cuidado de comunidades remanescentes de quilombos. A pesquisa também identificou saberes e práticas de trabalhadores, gestores e lideranças quilombolas alinhadas com o referencial da promoção da saúde. Destaca-se que o enfrentamento das iniquidades em saúde acontece pelas próprias lideranças e comunidades quilombolas e que os saberes tradicionais atuam como ferramenta de promoção da saúde no território. Conclusão: Destaca-se a importância de se efetivar um planejamento participativo em saúde junto às comunidades quilombolas, e, por fim, fortalecer a parceria intersetorial, visando alcançar equidade, justiça social e o bem viver.
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