Percepções dos usuários sobre os fluxos de encaminhamento em saúde bucal para centros de especialidades odontológicas na cidade de Recife
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n2.4799Palavras-chave:
Integralidade em Saúde, Atenção Primária à Saúde, Atenção Secundária à Saúde, Saúde BucalResumo
O Sistema Único de Saúde busca superar a fragmentação do cuidado. Partindo desse ideal, a Política Nacional de Saúde Bucal estabelece que a atenção odontológica deve ser articulada em todos os níveis de complexidade, garantindo a integralidade do cuidado. Contudo, no Recife, persistem desafios para essa efetivação. Este estudo descreve a percepção dos usuários sobre os fluxos entre a atenção primária e secundária em saúde bucal, analisando suas experiências, dificuldades enfrentadas e sugestões de melhoria. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, conduzida via entrevistas semiestruturadas com 12 usuários de dois Centros de Especialidades Odontológicas no Recife, selecionados por conveniência, com idade média de 50,17 (± 18,13) anos. Dentre as demandas, a cirurgia oral menor foi a especialidade mais procurada (41,67%). Os resultados evidenciaram que a atenção primária atua como porta de entrada e ordenadora do cuidado, mas a principal dificuldade identificada pelos usuários foi o tempo de espera até a data agendada para consulta/procedimento especializado. Os participantes relataram dificuldades de acesso, incluindo questões financeiras e desafios de mobilidade urbana. O tempo prolongado de espera repercutiu negativamente na saúde bucal dos entrevistados, gerando insatisfação e desconforto físico, sob suas perspectivas. Como sugestões de melhoria, os usuários apontaram a necessidade de ampliar o quadro de profissionais e otimizar a organização dos processos de trabalho, visando agilizar os atendimentos. O estudo destaca a necessidade de fortalecer a integração entre os níveis de atenção, garantindo efetividade dos fluxos de cuidado em saúde bucal.
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