Formação crítica em saúde no território amazônico: um relato de experiência no VER-SUS Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2026v12n3.5132Palavras-chave:
Capacitação de Recursos Humanos em Saúde, Desigualdades de Saúde, Território SocioculturalResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar de que maneira experiências formativas desenvolvidas no âmbito do Programa Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde contribuem para a construção de uma formação crítica em saúde, a partir da imersão em territórios amazônicos. Trata-se de um relato de experiência referente a uma vivência realizada em maio de 2025, na cidade de Belém, envolvendo estudantes e residentes da área da saúde em atividades desenvolvidas em territórios urbanos, rurais e ribeirinhos. A experiência incluiu visitas a serviços de saúde, organizações comunitárias e movimentos sociais, possibilitando o contato direto com diferentes expressões das desigualdades sociais e territoriais, bem como com práticas locais de cuidado e resistência. A sistematização da vivência baseou-se em registros em diário de campo, memórias reflexivas e momentos coletivos de discussão, organizados posteriormente em eixos temáticos de análise. As reflexões evidenciaram que a inserção nos territórios favorece o deslocamento de concepções tradicionais sobre o trabalho em saúde, ampliando a compreensão do sistema público como prática social concreta, atravessada por desafios estruturais e por potências coletivas. Conclui-se que experiências formativas dessa natureza fortalecem processos de aprendizagem críticos, ao articular vivência, reflexão e compromisso ético-político, contribuindo para a formação de profissionais mais sensíveis às desigualdades e mais comprometidos com a defesa da vida e da justiça social.
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