A construção de pontes entre ensino e serviço de saúde na formação médica: vivência extramuros de estudantes de medicina em um território de Salvador
DOI:
https://doi.org/10.18310/2446-4813.2025v11nsup5.4684Palabras clave:
Aprendizagem Vivencial, Atenção Primária à Saúde, Educação Médica, Saúde ColetivaResumen
Objetivos: Este artigo discute a relevância da articulação entre universidade e comunidade para a formação médica, a partir da experiência de estudantes de Medicina em uma Unidade de Saúde da Família em Salvador. Breve relato da experiência: A atividade em questão ocorreu por meio de aulas práticas de inserção no território, fundamentadas no reconhecimento dos equipamentos sociais e em debates teóricos ocorridos previamente. Como intervenção, os alunos promoveram ações voltadas ao aumento da cobertura vacinal, estruturadas em três etapas: (1) atividade de sala de espera, (2) caminhada educativa junto à comunidade e (3) divulgação de conteúdos pelas redes sociais. Essa proposta, de cunho pedagógico e caráter disruptivo, baseou-se na territorialização da Atenção Primária à Saúde e estimulou um modelo ativo de aprendizagem. Conclusões: Os resultados da experiência apontam que a interação discente-comunidade amplia a compreensão da centralidade do sujeito na prática médica, favorece iniciativas de educação em saúde e contribui para processos democráticos de produção e difusão de ciência. Além disso, ficou evidenciado que a imersão dos estudantes no território fortalece a sensibilização e o olhar crítico sobre o sistema de saúde brasileiro, indicando caminhos para a reestruturação das formações em saúde de modo integrado ao serviço.
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